Comissão Europeia teme coronavírus, mas mantém previsão de crescimento para Eurozona

Paulo Amaral
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A União Europeia já registrou 35 casos do novo coronavírus e está de olhos abertos para os possíveis impactos do surto na economia da chamada Eurozona. Entretanto, pelo menos nesse momento, não houve alteração na projeção de crescimento para a região.

Segundo Paolo Gentiloni, comissário europeu de Economia, a previsão de crescimento para a Eurozona em 2020 e 2021 segue em 2,1%.

“O surto do coronavírus COVID-19, com suas implicações para a saúde pública, a atividade econômica e o comércio, sobretudo na China, é um novo risco para uma queda. É muito cedo, porém, para avaliar o alcance do impacto econômico negativo”, ponderou.

O PIB por países

De acordo com as previsões semestrais apresentadas pela Comissão, o PIB dos 19 países que compartilham o euro crescerá 1,2% nos próximos dois anos, mantendo-se estável quando comparado ao registrado em 2019.

A Espanha é o destaque entre as principais economias, com previsão de crescimento de 1,6% e 1,5% em 2020 e 2021, respectivamente.

A Alemanha, maior economia do bloco de países, também registra uma progressão nos três anos, a 0,4% (+0,2) no ano passado, e 1,1% (+0,1), tanto para 2020 como para 2021.

A expansão na França registraria resultados piores que em novembro de 2019 com 1,2% (-0,1) e 1,1% (-0,2) este ano, enquanto para 2021 Bruxelas prevê um crescimento inalterado de 1,2%.

Valdis Dombrovskis, vice-presidente da comissão, advertiu que os possíveis riscos do coronavírus deixam o cenário geopolítico mais sensível às incertezas comerciais, mas comemorou a “trajetória constante” do bloco.

“Apesar de um entorno difícil, a economia europeia mantém uma trajetória constante, com uma criação de empregos e um crescimento salarial contínuos”.

Fornecimento de remédios preocupa

Krista Kiuru, ministra representante da Finlândia no bloco, alertou para um dos principais temores em relação ao surto de coronavírus: os medicamentos.

De acordo com Kiuro, a indústria farmacêutica da União Europeia depende muito das importações de substâncias da China e isso pode causar um impacto no fornecimento de medicamentos para o bloco.

Stella Kyriakides, comissária europeia de Saúde, afirmou que uma compra conjunta de materiais de proteção pode ser organizada e que os 27 países também se comprometem a assumir um controle mais rigoroso sobre os passageiros que chegam ao bloco procedentes da China.


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