Comércio paulistano registra queda de 65,5% em abril

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

A pandemia de coronavírus fez estragos no comércio paulistano na primeira quinzena de abril, mesmo com o feriado da Páscoa no período.

De acordo com publicação da Associação Comercial de São Paulo, as vendas no comércio paulistano registraram queda de 65,5% entre os dias 1 e 15 do mês.

Segundo o relatório produzido pelo Balanço de Vendas da ACSP, o resultado é reflexo direto das medidas restritivas aplicadas pelo governador João Doria no dia 23 de março, impedindo serviços não-essenciais de permanecerem com as portas abertas.

Nem mesmo a permanência de farmácias, supermercados, deliverys e e-commerce foi capaz de melhorar os números do período.

“Dá para notar que a perda é muito grande. Principalmente em comparação a um período em que o crescimento da economia já não era brilhante e caminhava a passos lentos”, opinou Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial.

Queda à vista e a prazo

O impacto do isolamento social causado pela pandemia no comércio paulistano não diferenciou vendas à vista ou a prazo.

Segundo a Associação Comercial, as vendas à vista recuaram 76,4%, enquanto as feitas a prazo, parceladas, caíram 54,5% no período.

Quando comparadas ao mesmo período de 2019, as quedas tiveram percentuais parecidos: 53,6% nas vendas a prazo e 77,1% nos movimentos à vista.

BALANÇO DE VENDAS ACSP
Variação % –  1ª quinzena de Abril/2020
ModalidadeAbril 2020 /
Março 2020
Abril 2020 /
Abril 2019
A prazo-54,5-53,6
À vista-76,4-77,1
Média-65,5-65,4

Retomada lenta

Antes mesmo de o governador João Doria confirmar a extensão da quarentena em todo o Estado de São Paulo até o dia 10 de maio, as projeções de retomada do comércio paulistano para após a pandemia já eram pessimistas.

“Os restaurantes, por exemplo, passarão um tempo longe do movimento que tinham antes, até as pessoas puderem ou criarem disposição para voltar a consumir”, opinou Solimeo.

“Tudo depende da duração das medidas restritivas: quando o comércio reabrir, não é do dia para a noite que o movimento entrará no ritmo de antes”, complementou o economista.

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