Comércio eletrônico de São Paulo deverá faturar 32% a mais em 2020

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
1

Crédito: Site E-commerce

O setor do comércio eletrônico do estado de São Paulo deverá fechar o ano com faturamento de R$ 29,2 bilhões, montante 32% superior ao registrado em 2019.

A previsão, divulgada hoje (9), é da da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

Curva ascendente

De acordo com a entidade, a curva ascendente deverá continuar em 2021.

“Com mais consumidores se adaptando às compras online e em meio às incertezas diante de uma segunda onda da pandemia, o comércio eletrônico deve crescer 6% no próximo ano, atingindo a cifra de R$ 31,1 bilhões”, destacou a FecomercioSP em nota.

Segundo a entidade, os resultados expressivos do comércio eletrônico em 2020 estão relacionados principalmente à demanda de produtos duráveis, como os da linha branca e os computadores, que deverão fechar o ano com crescimento de 39%.

“Isso se explica pela necessidade de muitos lares na adaptação à rotina da quarentena, o que incluiu a compra de dispositivos eletrônicos e móveis”.

A alta na compra de itens semiduráveis, como roupas e calçados, também é significativa: deverá encerrar o ano com alta de 25%.

Empresas de e-commerce são favorecidas por pandemia no 3TRI

BTG projeta tendência de alta ainda maior para o e-commerce

Embora seja razoável supor uma tendência de desaceleração do varejo nos próximos trimestres, devido a forte base de comparação e fim do auxílio emergencial em 2021.

O BTG ainda vê o e-commerce como uma chamada estrutural de alta, com uma tendência de consolidação entre alguns players, considerando sua baixa participação nas vendas totais no varejo e o maior foco das empresas em melhorar níveis de serviço e aumentando o número de categorias vendidas.

Segundo a ebit / Nielsen, as vendas da Black Friday (considerando quinta e sexta-feira) totalizaram R$ 4 bilhões em 2020, crescimento 25% em relação ao evento do ano passado, impulsionado por aumento de 16% na quantidade de pedidos e aumento de 8% no ticket médio (para R$ 652).

Considerando apenas os maiores players do mercado, o BTG estima que as vendas cresceram cerca de 50% na comparação anual.

Perspectivas

Dadas as perspectivas atuais, com os consumidores ficando mais em casa e as vendas online menos concentrada em uma data específica, o BTG espera a Cyber ​​Monday, já popular nos EUA, para também impulsionar as vendas trimestrais (especialmente no canal online) em relação aos anos anteriores.

Em 2019, a Black Friday registrou expansão de 24% nas vendas (com volumes acima de 25% e leve queda no ticket médio) para R$ 3,2 bilhões.

Conforme dados da Neotrust / Compre & Confie, as vendas online cresceram 22% a / a (o que está abaixo das estimativas muito agressivas de crescimento de 70% nesse período).

Enquanto o comércio eletrônico desacelerou em relação aos meses anteriores, o varejo da B&M registrou uma queda de 17% nas vendas totais na quinta e sexta-feira, de acordo com Cielo (que disse que as vendas de comércio eletrônico cresceram 26%, semelhante aos números da Nielsen).

Antecipação de compras

De acordo com o BTG, houve uma tendência de os compradores anteciparem as comprar para evitar a recorrência de atrasos nas entregas, antecipando a temporada de compras natalinas este ano.

Nos Estados Unidos, por exemplo, quase um terço dos compradores disseram que começaram a temporada de compras no início deste ano.

Entre 19 de novembro e 27, as vendas online no Brasil alcançaram R$ 6 bilhões, um aumento de 30,1% a / a (com um grande aumento em tráfego para os principais sites).

Nos EUA, os gastos online na Black Friday deste ano aumentaram 22%, um novo recorde (US $ 9 bilhões), de acordo com dados da Adobe Analytics, à medida que a pandemia levou mais pessoas comprarem online e evitar lojas e shoppings lotados.

A Cyber ​​Monday deste ano está programada para se tornar o maior dia de vendas digitas de todos os tempos, com gastos alcançando entre US$ 10,8 bilhões e US$ 12,7 bilhões, o que representaria um crescimento de 15% a 35% em um ano mais cedo.

Na Black Friday, a Adobe descobriu que os consumidores gastavam US$ 6,3 milhões por minuto online, ou US $ 27,50 por pessoa, em média.

Gastos com smartphones aumentaram 25,3% ao ano no ano, para US $ 3,6 bilhões, representando 40% dos gastos totais do e-commerce.

A tendência de desaceleração do comércio eletrônico não é uma surpresa, pois os consumidores anteciparam compras de categorias essenciais durante a Black Friday, como linha branca produtos e eletrônicos, também impulsionados pela receita adicional do Coronavoucher.

No entanto, o desempenho da Black Friday deve trazer volatilidade aos nomes listados (embora o banco espere que todos eles superem o mercado durante este período), para um setor que tem apresentado desempenho superior de forma consistente durante este ano.

*Com Agência Brasil

Leia Mais

Melhor investimento: onde investir durante e após a crise

Teste de impairment: para que serve e qual a sua importância?

Se você quer saber mais sobre o mercado de ações e como investir, preencha o formulário abaixo que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato

 

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo