Comentário de assessor da Casa Branca causa danos ao acordo EUA-China

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: FoxNews/Reprodução

Apesar de o conselheiro comercial da Casa Branca, Peter Navarro, ter voltado atrás de suas declarações de que o pacto comercial entre EUA e China estaria “acabado”, seu esclarecimento pode causar danos à fase um do acordo.

Segundo o Global Times, as relações comerciais entre os países têm muito ainda para serem discutidas e alinhadas.

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Navarro alegou que seus comentários foram tirados de contexto. Ele afirmou que a fase 1 continua em vigor e disse que seus comentários foram feitos sobre a falta de confiança em relação ao acordo do lado chinês devido ao problema do coronavírus. Apesar de tentar esclarecer o mal-entendida, o comunicado de Navarro não esconde a hostilidade em relação à China.

Segundo o jornal, os integrantes do mercado de capitais sempre souberam melhor do que os políticos que o acordo da primeira fase é do interesse da China e dos EUA. E, assim, a economia mundial como um todo se beneficiaria se os dois lados pudessem continuar com o acordo.

Mas, por outro lado, a perda de tal acordo comercial traria um duro golpe às perspectivas econômicas. É por isso que o futuro das ações dos EUA caiu rapidamente após os comentários de Navarro em uma entrevista.

Mesmo com o esclarecimento, os comentários ​​de Navarro já impactaram os mercados financeiros e o próprio acordo. Uma pessoa próxima de Navarro diz que ele realmente desconfiou do acordo comercial.

“Na verdade, ele precisa mostrar mais boa vontade para compensar o impacto negativo, a fim de evitar novas perdas no mercado decorrentes dessa incerteza”, diz a reportagem do Global Times.

 

Outros problemas abalam acordo

De uma ampla perspectiva, o acordo não é o único problema nas relações econômicas e comerciais entre EUA e China.

O governo americano precisa refletir sobre os campos de batalha que abriu contra a China nos últimos meses. Isso inclui, entre outros, a repressão a empresas de alta tecnologia chinesas como a Huawei, a ameaça dos EUA de revogar o status especial de comércio de Hong Kong e sua discussão sobre retomada de voos.

O impacto negativo e os problemas que causou não são menos que os choques das observações de Navarro desta vez.

Assim, as relações bilaterais estão à beira de uma nova “guerra” em meio a tensões, trazendo crescentes incertezas ao acordo.

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