Com R$600 mil, instituto investe na BWA mas teve valores retidos

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo

Crédito: Divulgação

O Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-brasileiros (Ipeafro) busca na Justiça de São Paulo o valor de R$600 mil que investiu em projetos com a BWA, empresa que prometia rendimentos por meio de operações de arbitragem no mercado de criptoativos. Mas os valores foram retidos e pertencem a outros clientes, informou o Diário de Justiça de São Paulo (DJSP).

De acordo com o site CriptoFácil, o Ipeafro é uma associação civil  que visa restaurar a história da população afrodescendente do Brasil. Este trabalho inclui pesquisa, cultura, documentação e ensino, conforme a associação descreve em sua petição inicial.

A Ipeafro afirma que manteve suas atividades durante dois anos por meio dos rendimentos fornecidos pela BWA sobre o aporte de R$600 mil, feito em janeiro de 2018.

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Mas em outubro de 2019, a BWA bloqueou os saques.  Por este motivo, o Ipeafro solicitou o valor total de R$1.121.964,81‬ na ação judicial, referente ao valor total que a associação possuía na plataforma da BWA, segundo o site.

A tutela de urgência para bloquear os bens da BWA no valor mínimo de R$600 mil ainda não foi deferido, pois os procedimentos de bloqueio deverão ser custeado pelo Ipeafro, frente ao indeferimento do pedido de gratuidade de justiça – tendo a juíza responsável pelo caso utilizado o volume do aporte como argumento para não deferir a tutela.

A BWA não apresentou contestação. Ademais, o CriptoFácil entrou em contato com o Ipeafro, que afirmou não ter conhecimento da referida demanda judicial e pediu que “procurasse o banco” para maiores explicações.