Com queda nos lucros, HSBC anuncia mudanças

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Facebook

O HSBC teve queda nos lucros e, em consequência, anuncia mudanças. Em três anos, o banco pretende vender 100 bilhões de dólares em ativos, diminuir seu banco de investimentos e fechar 35 mil postos de trabalho. As modificações foram anunciadas nesta terça-feira, 18.

As reformulações se tornaram públicas no mesmo dia em que o HSBC revelou que seu Ebitda (lucro antes de impostos) ficou em US$ 13,35 bilhões em 2019. A receita ficou em US$ 56,1 bilhões em 2019. Os resultados vieram muito abaixo das expectativas do mercado.

Os analistas previam lucro semelhante ao de 2018, quando o banco registrou US$ 19,89 bilhões de Ebtida e receita de 53,78 bilhões, de acordo com a CNBC.

Mesmo sediado em Londres, a maioria dos lucros do banco vem de Hong Kong. Como consequência, as ações do HSBC na bolsa de Hong Kong caíram 2,19%. O mercado no território autônomo fechou o dia em -1,54%.

HSBC: queda nos lucros gera mudanças

“A totalidade deste programa é que nosso número de funcionários provavelmente passará de 235 mil para perto de 200 mil nos próximos três anos”, disse Noel Quinn, presidente-executivo interino, à reportagem da Reuters.

Nos Estados Unidos, o banco pretende fechar um terço de suas 224 agências e focar prioritariamente em clientes internacionais.

Além dos EUA, o banco também deve reduzir sua presença na Europa. A ideia é focar principalmente em banco de varejo e gerenciamento de patrimônio na Ásia, no Canadá e na América Latina, onde obtém melhores retornos.

Coronavírus também prejudica HSBC

O presidente-executivo interino também afirmou que o surto de coronavírus afetou diretamente a equipe e os clientes do banco. “No longo prazo, isso pode reduzir a receita. E também fazer com que empréstimos ruins aumentem à medida que as cadeias de fornecimento são interrompidas”, disse Quinn.

Esta é a terceira grande remodelação promovida pelo banco. A primeira ocorreu em 2009, em meio a um escândalo de lavagem de dinheiro. A segunda, em 2015, também teve atenção especial aos negócios da Ásia, como agora, e milhares de demissões.