Com poucas exceções, principais bolsas mundiais encerram em baixa; dólar fecha em queda

Guilherme Paulo
Colaborador do Torcedores

Crédito: A Chinese and U.S. flag at a booth during the first China International Import Expo in Shanghai, taken on November 6, 2018. Johannes Eisele | AFP | Getty Images

Fim da trégua na guerra comercial é marcada por novos ataques de Trump. Veja como os mercados pelo mundo assimilaram mais esse momento da relação entre os Estados Unidos e a China.

Desempenho da Bolsa brasileira

A Argentina e Brasil terão reunião bilateral durante a cúpula do Mercosul, programada para quinta (5) e sexta-feira (6), para discutir tarifas dos EUA sobre aço e alumínio.

Sobre a taxação do aço brasileiro anunciada por Trump, Wilbur Ross, secretário de Comércio dos EUA, declarou: “Somos os principais clientes de aço do Brasil, por isso, eles estão tristes conosco”. Ross disse que tarifas contra Brasil e Argentina não têm a ver com a China, mas com “manipulação cambial”.

Dados aguardados do PIB brasileiro foram anunciados esta manhã, e vieram acima das expectativas do mercado, contribuindo para o resultado do Ibovespa e do real frente o dólar hoje. O indicador teve variação sequencial de 0,60%, acima da expectativa de 0,40%.

Nos doze meses até setembro o PIB brasileiro teve variação de 1,02% , acima do esperado de 0,90%. E por fim, no 3º trimestre houve variação anual de 1,20%, acima do esperado de 1,00%.

O Ibovespa encerrou o dia em alta marginal de 0,03% com 108.956 pontos. Na mínima do dia, o índice marcou 108.190 pontos (-0,67%), e na máxima 109.197 pontos (+0,24%). O volume financeiro do dia somou R$ 17,37 bilhões.

Confira as empresas que foram destaque hoje:

  • Ações que lideraram as altas dentro do índice Ibovespa:
    MRV (MRVE3) R$ 18,70 | [7,16%]
    Gol (GOLL4) R$ 34,98 | [4,01%]
    BB Seguridade (BBSE3) R$ 35,86 | [3,88%]
    Marfrig (MRFG3) R$ 11,27 | [3,87%]
    Via Varejo (VVAR3) R$ 9,50 | [3,60%]
  • Ações que lideraram as baixas dentro do índice Ibovespa:
    Smiles (SMLS3) R$ 30,91 | [-8,78%]
    Cia Sid. Nacional (CSNA3) R$ 12,78 | [-3,77%]
    Gerdau Met. (GOAU4) R$ 7,85 | [-2,48%]
    Gerdau (GGBR4) R$ 17,05 | [-2,29%]
    Hypera (HYPE3) R$ 32,90 | [-2,05%]

Dólar cai e chega a R$ 4,206

O dólar futuro encerrou o dia em baixa de 0,45%, cotado a R$ 4,210. Na mínima do dia, a moeda marcou R$ 4,191 (-0,89%), e na máxima chegou a R$ 4,220 (-0,21%). o dólar comercia fechou o dia com queda de 0,19%. A moeda foi cotada a R$ 4,206, para venda. O resultado do PIB, tímido mas acima do esperado, teve reflexo no resultado final do pregão.

Bolsas norte-americanas caem

No território americano, o processo de impeachment de Trump continua, com o presidente sendo acusado de abuso de poder e obstrução de justiça nas investigações.

Na frente da guerra comercial, o presidente americano disse que a queda do mercado nesta terça é “mixaria” e não o forçará a fazer um mau acordo comercial com a China. Ele deu a declaração após os mercados reagirem negativamente com a nova frente que ele lançou contra os europeus e as incertezas na trade war.

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Já em relação à China, Trump declarou: “Estamos em estágio crítico das negociações comerciais com a China”, dizendo que gosta do acordo atual e que as duas nações conversaram ontem e hoje. Mas manteve o viés negativo ao deixar claro que pode esperar para firmar um acordo somente após as eleições em 2020 nos EUA.

Também sobre a China, o secretário do comércio dos Estados Unidos, Wilber Ross disse: “se nada mudar, haverá elevação em tarifas contra bens chineses em 15/12”, e concluiu dizendo que “Não há conversas de alto nível marcadas c/ a China”.

Um único dado econômico foi divulgado hoje: o índice das condições empresariais de Nova York subiu para 50,4 em novembro.

Dow Jones 30 [-1,01%] | 27.502 pontos

S&P 500 [-0,66%] | 3.093 pontos

Nasdaq [-0,55%] | 8.520 pontos

VIX [+7,04%] | 15,96 pontos

Commodities e as incertezas da guerra comercial

O petróleo encerrou o dia misto, diante das diversas incertezas sobre a guerra comercial e as novas ameaças de Trump. O mercado está aguardando com mais otimismo a reunião da Opep, com a possibilidade de que o cartel confirme cortes maiores da produção. Os países do grupo se reúnem na quinta (05) e sexta-feira (06), e isso colabora para sustentar a cotação.

A referência britânica do petróleo, o Brent para fevereiro encerrou em queda de 0,16% a US$ 60,82 o barril. A referência norte-americana, o WTI para janeiro fechou com leve alta de 0,25% a US$ 56,10 por barril.

O ouro foi beneficiado hoje pela queda dos mercados e a corrida por ativos seguros. A busca por proteção foi forte, diante da decepção com o cessar fogo da guerra comercial. O ouro fechou em alta firme de 1,03%, a US$ 1.484,40 a onça-troy.

Mercado europeu majoritariamente em forte queda

As bolsas europeias encerraram em forte baixa, com a nova frente da guerra comercial disparada por Trump ontem, contra o Brasil, a Argentina e a União Europeia, em especial contra a França.Para esta última, o presidente americanos ameaçou taxar 100% de um volume de US$ 2,4 bilhões em produtos.

E complementando o viés negativo, nesta manhã Trump disse que não tem prazo para concluir um acordo comercial com a China, afirmando que talvez seja melhor esperar a eleição de 2020 nos EUA.

Em resposta às ameaças de Trump, a França se diz pronta para retaliar a ameaça de tarifas dos EUA com a UE. Mais tarde, os líderes dos dois países se pronunciaram, com Trump falando sobre a França: “temos pequena disputa, mas acredito que podemos resolvê-la”. E com a declaração de Macron, de que “questões econômicas e comercial com EUA terão uma resolução”.

Dados econômicos de menor importância foram divulgados nesta manhã. O índice de preços ao produtos (IPP) da zona do euro teve variação anual de -1,90% em outubro, conforme esperado. No mês de outubro a variação foi de 0,10%, contra expectativa de -0,10%.

E no Reino Unido o PMI de construção teve leitura mensal de 45,3 em novembro, acima da expectativa de 44,5.

Os destaques negativos ficam com a Inglaterra, que teve as ações de exportadores pressionadas pela valorização da libra frente o dólar, e com a França que sofreu o ataque mais direto de Trump.

Alemanha | DAX [+0,19%]
Inglaterra| FTSE 100 [-1,75%]
França | CAC 40 [-1,03%]
Zona do euro | Euro Stoxx 50 [-0,43%]
Itália | FTSE MIB [+0,03%]
EUR/USD [+0,10%] | € 1,1088
GPB/USD [+0,55%] | € 1,3007

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