Com piora do cenário para inflação, Banco Central poderá subir taxa de juros

A avaliação do Banco Central indica que o cenário econômico brasileiro piorou nos últimos meses e indicou que pode existir a necessidade de subir a taxa básica de juros (Selic) nos próximos meses para atingir a meta de inflação fixada para 2019. Hoje, a taxa Selic está 6,5% ao ano.

Patrícia Auth
Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com

Essa informação está na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorreu na semana passada. Nessa reunião foi decidido que a Selic, por enquanto, permanece em 6,5% ano ao, o menor nível da história.

O Banco Central considera que a piora no cenário da inflação está ligada, principalmente, à disparada do dólar, que tem grande potencial para gerar pressões inflacionárias em nosso país. Produtos e serviços importados, por exemplo, tem alta de preço sempre que o dólar sofre valorização.

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Além do dólar, a cotação do petróleo também subiu recentemente, pressionando o preço dos combustíveis.

“Os membros do Comitê pontuaram que nos últimos meses as diversas medidas de inflação subjacente se elevaram a partir de níveis julgados baixos, atingindo níveis apropriados – ou seja, de modo geral consistentes com as metas para a inflação. Entretanto, os membros do Comitê reforçaram a importância de acompanhar a evolução da trajetória prospectiva da inflação [previsões] no médio e longo prazos, além da ancoragem das expectativas de inflação, visando avaliar o possível impacto mais perene de choques sobre a inflação [efeitos da alta do dólar sobre os preços]”, diz a ata da reunião do Copom.

A taxa de juros é definida pelo Banco Central conforme o cumprimento da meta de inflação fixada anualmente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para este ano, a meta de inflação é de 4,5%. Para 2019, a meta é de 4,25%. Quando as estimativas para a inflação estão alinhadas com as metas, o Banco Central reduz os juros. Mas, quando estão acima do esperado, a taxa Selic é elevada.

As decisões do Copom demoram cerca de seis meses para terem impacto pleno na economia.

Próximos passos não foram informados

Apesar da avaliação de piora no cenário de inflação entre agosto e setembro, e da indicação de que os juros podem começar a subir, o Banco Central não informou com clareza quais serão os próximos passos na definição da Selic.

O que se sabe é que o assunto será discutido na próxima reunião do Copom, nos dias 30 e 31 de outubro, ou seja, depois das eleições. Porém, o que integrantes do Copom já adiantaram é que, os próximos passos na definição dos juros continuarão dependendo da evolução da economia, do balanço de riscos e das projeções e expectativas da inflação.

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