Com estreia de fundo residencial, setor imobiliário continua aquecido

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução / Freepik

O fundo imobiliário Luggo, da construtora MRV teve uma grande valorização desde o último pregão em 2019.  A valorização nessa segunda-feira (6) chegou a quase 30%. A oferta atraiu muitos investidores dispostos a aplicar no setor imobiliário.

Segundo reportagem do Valor Investe, foram atraídos pela oferta 1,7 mil investidores. Demonstrando que, esse segmento, de fundo imobiliário com renda de locação residencial está começando a mostrar resultados positivos ao mercado. A renda mínima garantida de 2 anos, é de 5,5% por ano.

Com a taxa da Selic em baixa e a busca por novos investimentos mais rentáveis, os especialistas alertam que para o setor imobiliário são necessários cautela e muita pesquisa. Além de também avaliação do negócio para realmente compreender se vale a pena investir.

Investir ou não no setor imobiliário?

Sobre a estreia do fundo residencial, Jonathan Camargo, sócio e assessor de investimentos da New York Capital comentou na reportagem ao Valor Investe: “A MRV constrói o prédio, vende para o fundo imobiliário e garante os dois primeiros anos de aluguel. O fundo imobiliário sobe bastante no IPO dada a demanda atual de novos investidores. O fundo faz nova emissão, a MRV constrói outro prédio, e vende novamente para fundo e garante o aluguel. Em algum momento isso está fadado ao fracasso quando terminar a renda mínima garantida ou o ciclo imobiliário virar”.

Segundo Camargo, é recomendado fugir de investimentos realizados em massa nesse setor. Mas para Ricardo Paixão, diretor executivo de finanças e relações com investidores da MRV, o caso é diferente: “Faz sentido econômico que tenha esse fundo acima de R$ 100 [o preço da oferta], se considerar que uma valorização de até 40% empataria com a Selic e ainda tem a possibilidade de aumento no valor das cotas. Como ao receber os dividendos de um fundo imobiliário o investidor não paga o imposto que incide na renda fixa. O retorno é comparativamente maior.”

Segundo Paixão, o motivo pelo qual mutos decidiram apostar nesse investimento do setor imobiliário foi pela tradição do brasileiro. Em que considera uma boa opção investir em imóveis, para conseguir obter uma boa renda com o aluguel. Sendo esse um grande apelo feito pela Luggo para conquistar seus investidores.