Em tempos de crise com combustíveis, Tereos aposta na exportação de açúcar

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução Pexels / Pixabay

Com a crise nos preços e volume no mercado dos biocombustíveis, a Tereos Açúcar e Energia Brasil vai focar na exportação do açúcar.

A ideia é tentar reduzir os impactos sofridos com a pandemia do coronavírus, segundo informações do portal Valor Econômico.

A Tereos Açúcar e Energia Brasil é um braço da francesa Tereos, que possui faturamento anual de cerca de US$ 3 bilhões.

Com a baixa demanda nos biocombustíveis, a companhia decidiu focar toda sua capacidade na produção de adoçante. Tenta conseguir aproveitar uma nova estrutura na logística de exportação, para intensificar as vendas no mercado internacional.

Mercado açucareiro

A estratégia da Tereos vem sendo reforçada por outras empresas no Centro-Sul do Brasil.

A empresa possui grande presença no mercado açucareiro, conseguido migrar até 68% da sua capacidade para fabricar açúcar. Enquanto outras usinas do Centro Sul ficam com o percentual na média de 45%. 

“Temos atuação em exportação de açúcar branco, embarque de açúcar VHP [bruto], açúcar para o varejo e açúcar industrial. O que faz com que possamos direcionar produtos para um canal ou outro. Dependendo da demanda e da relação de preços. Neste momento, é uma vantagem competitiva que temos.”, comentou Jacyr da Costa Filho, diretor da Região Brasil da Tereos em entrevista ao Valor Econômico.

Futuro do etanol

As sete usinas da Tereos instaladas no Brasil já atuam em diversos mercados com o fornecimento do commodity. A empresa é a terceira maior produtora de açúcar do mundo, com receita anual de mais de US$ 4 bilhões.

Mas essa estratégia adotada neste momento da crise com o coronavírus não faz a empresa dispensar o mercado de etanol. Mesmo enfrentando uma pressão com o colapso das cotações de petróleo, segundo o Valor Econômico.

A respeito da situação com o etanol, Jacyr da Costa Filho, que também preside o Conselho do Agronegócio da Fiesp, disse que o governo precisa apresentar medidas. Ainda nesta semana, para que seja possível impedir a desorganização de outras companhias do mercado.

De acordo com o Valor Econômico, na semana passada foi solicitada a criação de uma linha de R$ 9 bilhões para estocar etanol — além de mudanças tributárias, para conseguir melhorar a competitividade do biocombustível em comparação a gasolina.

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Mesmo com a estratégia atual no açúcar devido a crise, Jacyr comentou que aguarda o futuro do etanol com otimismo: “Se houver algum legado dessa crise, deve ser a preocupação com a saúde pública. E acho que etanol vai fazer parte de políticas públicas não só no Brasil, mas em muitos países”.