Com credibilidade abalada, Lava Jato teve seu pior ano em 2019

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução/Facebook

O ano começou com a notícia da indicação de Sérgio Moro ao Ministério da Justiça. Muitos comemoraram, outros temiam que a operação Lava Jato pudesse ser influenciada negativamente pela indicação. Agora em dezembro, fechando o balanço de 2019 pode-se dizer que realmente foi o pior ano para a operação.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo são vários os motivos para essa conclusão, com ações decorrentes ao longo de 2019, como: derrotas em instâncias, estagnação em resultados, reportagens sobre atitudes de Sergio Moro pelo jornal The Intercept, palestras com lucros da operação, entre outros. 

A sensação de mal-estar começou a dar indícios nas eleições de 2018. Quando Jair Bolsonaro, na época candidato, demonstrou seu apoio à operação, conseguindo assim mais eleitores. Após ser eleito e realizar a indicação de Moro, a situação não mudou. Mesmo com as promessas feitas por Moro para seu pacote de mudanças na lei.

Condenados em segunda instância na Lava Jato

Como principal motivo para a queda no apoio da operação está a soltura de condenados em segunda instância, como o ex-presidente Lula.  Segundo a própria Lava Jato, a decisão foi prejudicial por adiar a conclusão dos casos.

Como resultado, sem prisão em segunda instância, a delação premiada acaba sendo menos atrativa para os investigados, dificultando os processos seguintes.