Alô, câmbio: a China é um país comunista? A descoberta do século

Alexandre Viotto
Formado em Comunicação pela UEL, MBA em Gestão Empresarial e Banking pela FGV. Com passagem por Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Citibank, onde atuou na Mesa de Tesouraria por 10 anos. Atualmente é Head de Câmbio e Comex na EQI.
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Crédito: Marcello Casal Júnior/Agência Brasil

Alô, câmbio! Como estão as coisas por aí? Atendendo a pedidos, vou centralizar a nossa conversa desta semana em acontecimentos internacionais, iniciando pelo maior parceiro comercial do Brasil, a China. Aliás, o epicentro para boa parte do mau humor importado lá de fora nos últimos meses… Depois, ao final, voltaremos ao nosso Brasil. Sendo assim…

A China é um país comunista…

Ah vá! Apesar de ser uma afirmação óbvia, muita gente parece ter esquecido disso. Como todo país de economia planificada, o governo define quem ganha e quem perde. Simples assim…

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Seguindo esta linha de raciocínio, as regras do jogo podem mudar a qualquer momento. Basta uma “canetada” da administração central e já era. E tem gente descobrindo isso da pior forma, ou seja, no bolso…

O “causo” das empresas de educação na China

Koolearn Tech (cursos on-line), New Oriental, Gaotu, TAL… De grandes empresas com crescimento vertiginoso e expectativas incríveis no futuro, elas passaram a valer quase nada da noite para o dia. O motivo? Na intenção de controlar o conteúdo entregue à sua população ainda mais, Pequim decidiu proibir investimentos estrangeiros no setor educacional. Quem tinha papéis desses nomes, só pode amargar um enorme prejuízo…

China: até mesmo as “techs” foram alvo…

Antes, a reserva de mercado que impedia o acesso ao gigante asiático de empresas como Google, Facebook, entre outras, ajudou bastante.

Agora, companhias do setor de tecnologia estão amargando um nível de intervenção nunca antes visto. A ponto do IPO (estreia na bolsa de valores) da Alipay (braço financeiro da Alibaba) ter sido sumariamente cancelado há alguns meses, por exemplo. E pelo Governo Central, não por uma decisão de mercado da empresa…

Enquanto isso nos EUA…

Com Biden ainda sob pressão por conta da saída atribulada do Afeganistão, a atenção está para os novos pacotes de estímulo à economia. Mesmo com maioria democrata nas duas casas, a aprovação tende a ser no mínimo, complicada.

E o FED?

Deve diminuir os estímulos mesmo, iniciando o tapering ainda em 2021. O mercado aguarda qual vai ser o tamanho do corte nas compras mensais de bonds.

Minha aposta? Redução para US$ 100 bilhões (dos atuais US$ 120 bilhões), escalonando até zerar as compras até final de 2023 ou início de 2024.

Tá bom… E só para não passar em branco…

E o Brasil?

No Brasil, a terceira via parece mais difícil, após a baixa adesão aos protestos do dia 12/09. E, pelo menos por enquanto, não vai ter impeachment e muito menos, golpe. Segue o jogo…

Bons negócios, até semana que vem. E com super quarta-feira, com Fed e Copom! Câmbio desligo.

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