Alô, câmbio: Fed, precatórios… novembro começando com tudo!

Alexandre Viotto
Formado em Comunicação pela UEL, MBA em Gestão Empresarial e Banking pela FGV. Com passagem por Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Citibank, onde atuou na Mesa de Tesouraria por 10 anos. Atualmente é Head de Câmbio e Comex na EQI.
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Crédito: Reprodução / Pixaby

O Fed, depois de muita demora (na minha opinião) anunciou que o tapering vai começar. A intenção da autoridade monetária é fazer um verdadeiro “rehab” com os mercados. Ou em outras palavras, ir diminuindo de forma gradativa a injeção de liquidez que começou com a pandemia. Já estava demorando…

Câmbio: como vai funcionar o tapering?

Dos US$ 120 bilhões mensais atuais, o banco central americano vai reduzir inicialmente para US$ 105 bilhões a quantidade de compras de títulos. Esta redução já começa a valer para o mês de novembro. Se você nos acompanha aqui semanalmente, pode subir a plaquinha do “EU JÁ SABIA”. Justo…

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Ah… Na semana passada…

O Banco Central resolveu apertar ainda mais ritmo de alta de juros.

Dos prometidos 1%, acabou elevando a Selic em 1,5%… Culpa dos dados de inflação atuais/expectativa do mercado (Focus) para o IPCA nos próximos meses.

Com medo de causar ainda mais barulho nas curvas de juros, o Copom preferiu “jogar para a galera” …

Câmbio: e os precatórios?

O Governo Federal tenta emplacar a tal PEC para pedalar ou melhor, parcelar o pagamento de precatórios.

A medida é essencial para preservar o teto dos gastos e abrir espaço no orçamento para ampliar os programas assistenciais. Recomendamos atenção ao tema nas próximas semanas.

Surto de Covid na China. De novo…

Com a vida (finalmente) voltando ao normal em boa parte dos países do Ocidente, esta notícia, por outro lado, preocupa bastante.

Várias cidades estariam em lockdown e o governo tem ampliado as medidas restritivas em diversas localidades. A culpa seria da tal variante delta do vírus, mas se tratando do gigante asiático, as informações nem sempre são 100% confiáveis.

Já o dólar…

Segue pressionado com o barulho em Brasília. O mercado está muito preocupado com os riscos fiscais e o que o Planalto estaria disposto a fazer pela reeleição.

Com o Fed começando a pensar em alta de juros para 2022, o real provavelmente não terá vida fácil nas próximas semanas. A conferir.

Bons negócios! Câmbio desligo.

Por Alexandre Viotto, head de câmbio e comércio exterior daEQI Investimentos