Cogna (COGN3): Somos pagará R$ 580 mi para aquisição da Editora Eleva

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação

A Cogna (COGN3) e Saber informaram que as tratativas estão avançadas com a Eleva Educação para a potencial transação envolvendo tanto a compra quanto a venda de determinados ativos educacionais.

A Somos Sistemas pagará à Eleva o preço de aquisição de R$ 580 milhões. A cifra correspondente a um múltiplo de Ebitda de 16,6 em relação ao ano de 2020, o qual estará sujeito a ajustes de acordo com a receita a ser apurada pela Editora Eleva em 2021 e 2022, bem como outros ajustes estabelecidos em contrato.

O pagamento será realizado em parcelas ao longo de 5 anos.

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Em contrapartida pela transação Escolas, a Eleva pagará à Saber o preço de aquisição de R$ 964 milhões.

Se o grupo carioca venha realizar IPO, previsto para esse primeiro semestre. O preço de emissão por ação será correspondente ao valor do papel da Eleva no IPO.

Com a realização do IPO, a Cogna passará a ser acionista da Eleva, direta ou indiretamente. No entanto, a Cogna e suas subsidiárias não poderão compor nenhum bloco de controle acionário da Eleva e terão restrições de voto em deliberações sociais e para aumento de sua participação societária no capital social da Eleva, por prazo determinado.

As tratativas ainda não foram integralmente finalizadas e, até o momento da divulgação deste fato relevante, os documentos definitivos da potencial transação não haviam sido assinados.

Conforme a Cogna, qualquer nova informação relevante relacionada à potencial transação, incluindo a conclusão das negociações entre as partes e eventual assinatura dos contratos definitivos, será objeto de Fato Relevante.

A Cogna e a Eleva esperam assinar os documentos definitivos da operação em breve, possivelmente ao longo do dia de hoje ou nos próximos dias.

Assim, diante da não assinatura não há garantia de conclusão satisfatória da Potencial Transação.

IPO

A Allied informou que avalia a possibilidade de realização de uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) para distribuição primária e secundária de ações ordinárias de sua emissão.

Para essa finalidade, contratou os bancos e instituições BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA, XP Investimentos, e Easynvest.

“A efetiva realização da potencial oferta, assim como qualquer operação deste tipo, está sujeita, entre outros fatores, às condições do mercado de capitais brasileiro e internacional, à obtenção das aprovações necessárias, incluindo as respectivas aprovações societárias aplicáveis, às condições políticas e macroeconômica favoráveis, ao interesse de investidores, dentre outros fatores alheios à vontade da companhia”, informou em nota.