Cogna (COGN3): vemos forte demanda de migração para EaD, diz CEO

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e BH. E-mail: oalvesj@gmail.com.
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Crédito: Cogna (COGN3): a gente vê forte demanda de migração do presencial para o digital, diz CEO

A Cogna (COGN3) está direcionando todo seu esforço para fortalecer o ensino nas plataformas digitais, principalmente porque o segmento apresenta crescimento expressivo.

“A gente vê claramente essa forte demanda de migração do ensino presencial para o ensino digital”, disse o CEO da Cogna, Rodrigo Galindo.

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E acrescentou: “pra nós, transformação digital é um novo jeito de pensar a companhia, ou seja, muito mais do que somente proporcionar ensino no ambiente digital.”

Para Galindo, trata-se de um novo jeito de fazer negócios, principalmente porque os alunos passaram a ver valor, qualidade, benefícios e menor custo no ensino online.

“A receita líquida da Kroton no digital representou 32% no primeiro semestre de 2020 contra 26% de igual período do ano passado”, frisou.

E complementou: “já os serviços oferecidos pela Kroton presencial estão diminuindo sua participação na receita líquida do ensino superior e reduziram de 74%, no primeiro semestre de 2019, para 68% no primeiro semestre de 2020.”

Ele se diz convicto de que o aluno antes resistente ao ensino digital agora prefere um EaD (Ensino a Distância) equivalente.

Por conta disso, a companhia mantém o conceito omnichannel. “Para o cliente, a experiência é mantida em qualquer das plataformas que ele escolha”, elencou.

Galindo conversou com analistas na web conferência de resultados na manhã desta sexta-feira (21).

COGN3: B2C

O CEO ressaltou que o grupo prepara o ensino superior da Cogna para este novo momento.

“Estamos fazendo nossa aposta naquilo que acreditamos que será bom para a companhia no médio e longo prazo”, destacou.

Em razão disso, a plataforma digital da companhia contempla todas as ofertas de cursos EaD para o consumidor final (B2C).

 

COGN3: B2B

Por meio da Vasta, a Cogna pretende levar essa mesmo expertise às demais instituições de ensino que tem menos escala em suas operações.

Significa dizer que após fortalecer a atuação no ambiente online, a companhia colocará à disposição do mercado seu braço digital de ensino.

A operação já faz parte do dia a dia da empresa, mas Galindo deixou claro que haverá atualização, porém, qualquer novidade será repassada somente no Cogna Day.

Entretanto, o evento ainda não tem data para acontecer, principalmente por conta da pandemia do novo coronavírus.

COGN3: prejuízo no tri

A empresa de educação Cogna (COGN3) reportou prejuízo ajustado de R$ 140 milhões no segundo trimestre de 2020, ante lucro de R$ 267 milhões em igual período do ano anterior.

A companhia, que reúne as marcas Kroton, Vasta, Saber e Platos, anunciou queda de 21% na receita líquida.

Com isso, o indicador atingiu R$ 1,37 bilhão no segundo trimestre de 2020.

Já o Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 139,5 milhões no segundo trimestre de 2020 contra os R$ 267 milhões positivos em igual período do ano passado.

COGN3: medidas restritivas

O resultado foi fortemente afetado pela pandemia do novo coronavírus que fez as escolas fecharem desde meados de março.

A Cogna adotou medidas mais restritivas de rematrícula, evitando que débitos antigos fossem renovados, o que no curto prazo, gerou aumento da evasão e das provisões para perdas.

Entretanto, disse, a base remanescente é mais saudável e permite resultados em patamares mais sustentáveis no longo prazo.

A Cogna também decidiu ainda encerrar a oferta de Parcelamento Especial Privado (PEP) nos processos de captação de alunos a partir de 2021.

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Fonte: tradingview.