Cogna (COGN3) tem queda de 86,1% no lucro do 1TRI21

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

A Cogna (COGN3) registrou queda de 86,1% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2021 no comparativo com o mesmo período de 2020.

O indicador passou de R$ 46,8 milhões (1TRI20) para um lucro de R$ 6,4 milhões no 1TRI21.

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A margem líquida ajustada também caiu, 2,4 p.p. Assim, passou de 2,9% para 0,5% no 1TRI21.

O resultado, segundo a Cogna (COGN3), é reflexo da redução do resultado operacional e a maior incidência de despesas não-recorrentes (associadas à reestruturação da Kroton),   parcialmente compensadas por menores despesas financeiras.

“Excluindo as despesas não-recorrentes com efeito não-caixa, o lucro líquido ajustado teria sido de R$ 42 milhões, 11% inferior ao 1T20. O prejuízo contábil foi de R$ 91 milhões”, afirma a companhia.

Veja aqui o balanço do 1TRI21.

Cogna (COGN3): principais números do balanço do 1TRI21

Lucro líquido ajustado

  • Lucro 1TRI21: R$ 6,4 milhões
  • Lucro 1TRI20: R$ 46,8 milhões

Ebitda recorrente

  • Ebitda 1TRI21: R$ 365,8 milhões
  • Ebitda 1TRI20: R$ 440,2 milhões

Receita líquida

  • Receita 1TRI21: R$ 1,2 bilhão
  • Receita 1TRI20: R$ 1,6 bilhão

Ebitda da COgna ()cai 16% no 1TRI21

O Ebitda recorrente da Cogna (COGN3) caiu 16,9% no 1TRI21.

O indicador passou de R$ 440,2 milhões para R$ 365,8 milhões.

Já a margem Ebitda recorrente subiu de 27,1% para 29% no 1TRI21.

O aumento na margem, segundo a empresa é em função dos ganhos oriundos do processo de reestruturação da Kroton (cujo EBITDA recorrente cresceu 18%, com 9,3 p.p.de expansão na margem) e pela maior rentabilidade na divisão de outros negócios. “Este efeito foi parcialmente compensado pelas operações de ensino básico (Vasta e Saber), que tiveram impactos em função da pandemia”, afirma a Cogna.

Receita tem queda de 22,4%

A receita líquida da Cogna (COGN3) apresentou queda de 22,4% nos três primeiros meses de 2021.

O indicador passou de R$ 1,6 bilhão no 1TRI20 para R$ 1,2 bilhão no 1TRI21.

Segundo a empresa, o resultado é reflexo das pressões de receita no ensino superior e no ensino básico, além do menor volume de vendas ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em função da sazonalidade, parcialmente compensadas por crescimento continuado na Platos (+14%).

Outros destaques da Cogna (COGN3)

A geração de caixa operacional pós-capex (GCO) da Cogna foi de R$ 17 0milhões no 1TRI21, versus um consumo de R$ 147 milhões no ano anterior. Excluída a antecipação de recebíveis de cartão de crédito no valor de R$ 108 milhões, a GCO do 1T21 ainda assim teria sido positiva em R$ 62 milhões.

A dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses atingiu 1,97x, abaixo do limite de 3x.

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Destaques de Kroton e Vasta

  • Kroton: reestruturação da operação campus concluída e captura de eficiências notável no 1TRI21, com expansão de 9.3 p.p. na margem EBITDA recorrente. Captação do primeiro semestre cresceu 5%, com destaque para o segmento Digital (100% on-line) que cresceu 42% em volume e 43% em receita. O segmento híbrido (Semipresencial e EAD Premium) teve crescimento de 15% em receita, impulsionada principalmente pelo EAD premium, cuja receita cresceu 68%.
  • Vasta: a receita de subscrição cresceu 11% no ciclo comercial 2021 (4T20 + 1T21), sendo que a soma de receitas de subscrição ex-PAR (sistemas de ensino tradicionais e soluções complementares) expandiu 21%. O PAR e o segmento de não-subscrição foram afetados pela maior reutilização de livros didáticos.

Cogna (COGN3) 1TRI21