COEs crescem e viram opção para diversificar investimentos

Matheus Miranda
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Desde 2014, os investidores brasileiros contam com uma nova opção de investimentos. São os Certificados de Operações Estruturadas (COE). Desde então, estes papéis vem registrando um ritmo crescente de investimentos e tem atraído as atenções. De acordo com a B3, são instrumentos considerado inovadores e flexíveis. São também conhecidos como a versão nacional das Notas Estruturadas, muito negociadas tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.

Os COEs unem elementos da renda fixa com outros da renda variável. Tem o diferencial de ser montado de acordo com os cenários de ganhos de ganhos e perdas selecionadas, segundo o perfil de investidos.

De acordo com dados do BTG Pactual (BPAC11), os papéis permitem que o interessado possa investir em qualquer ativo. Isso inclui ações listadas em bolsa ou não. Existem situações em que há a garantia de 100% do capital investido.

Os certificados podem ser negociados junto aos bancos e corretoras. Porém, é necessário algum tipo de conhecimento antes de aplicar. Isso porque existem diferentes modelos de investimentos. Atualmente, a B3 conta com duas modalidades. Porém, são 58 cenários diferentes que o investidor precisa pesquisar para ampliar as chances de rentabilidade.

COEs: nos primeiros meses de 2021, mais de R$ 3 bilhões são negociados

É inegável o crescimento dos papéis. Foram criados em 2010, pela Lei 12.249/10, mesma que instituiu as Letras Financeiras. Porém, a regulamentação para seu funcionamento ocorreu no segundo semestre de 2013 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central.

Com isso, os certificados passaram a ser negociados em 2014. Seis anos depois, só nos três primeiros meses deste ano, foram negociados R$ 3,2 bilhões. No ano de 2020, como um todo, foram movimentados R$ 11 bilhões, aproximadamente.

De acordo com o BTG, o principal diferencial desse produto é permitir a qualquer investidor o acesso aos mais diversos mercados globais.

Além dos retornos considerados atrativos, o investimento também permita diversifica a carteira de investimentos. Com isso, o investidor pode participar sem grandes conhecimentos sobre o mercado de renda variável, podendo alocar recursos em vários ativos que não seriam acessíveis individualmente.

Como Investir?

Mas como investir nos papéis? Antes de mais nada, o investidor precisa saber que o produto conta com 100% do capital nominal protegido e limita os ganhos do investidor em um teto de 15% ao ano.

Para investir, basta procurar o banco ou corretora e fazer a aplicação dos recursos. A partir daí, é só acompanhar a evolução de acordo com a flutuação do mercado até o vencimento dos papéis.

O acompanhamento dos COEs é feito pelo índice Ibovespa. As principais informações que o investidor precisa saber é a pontuação do índice no início do investimento e qual a pontuação atingida no dia de seu encerramento.

De acordo com o BTG, existem três resultados que podem ser alcançados na data do encerramento. O primeiro é em caso de queda do Ibovespa. Neste caso, o dinheiro aplicado será resgatado totalmente, sem nenhuma perda de capital investido.

No segundo caso, é em caso de desempenho igual estável ou alta de até 15% ao ano do Ibovespa. Aqui, o investidor recebe a mesma rentabilidade do índice.

Já no terceiro caso, é cenário de uma alta superior a 15%. Quando há esse resultado, o investidor receberá o teto de 15% ao ano de rentabilidade.

Tipos de investimentos

Os certificados são divididos em duas modalidades: capital garantido e capital de risco.

No primeiro, é possível ter a garantia de receber de volta, ao vencimento da operação, seu valor inicial investido. O risco é não ter esse dinheiro corrigido pela inflação enquanto esteve aplicado.

Já no segundo caso, pode ocorrer a perda do que foi investido. Porém, fica limitada ao capital aplicado.

Setores mais interessantes

Os setores que mais atraem os investidores para os COEs são vários. Porém, tem alguns que se destacam. É o caso dos certificados que são atrelados a bolsas do exterior. Hoje estes respondem por uma fatia de 52% do que está em circulação.

Há alguns anos, pouco após a criação da nova modalidade de investimento, os papéis ligados a bolsas internacionais representavam apenas 7% do total.

Assim como todo investimentos em bolsas de valores, esse tipo de aplicação tem sempre sua atratividade. Porém, é preciso informações para que a rentabilidade seja ampliada e os riscos, minimizados.