COE: Saiba o que é o Certificado de Operações Estruturadas

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Unsplash

O Certificação de Operações Estruturadas (COE) é a uma modalidade de investimento ainda pouco conhecida no Brasil. Mas apesar de não ser muito comum por aqui, lá fora, principalmente nos Estados Unidos e Europa, faz muito sucesso.

Isso porque ele oferece a possibilidade de trazer retornos interessantes com riscos controlados.

De outro modo, o COE pode ser caracterizado como um produto híbrido. Ou seja, ao mesmo tempo que ele tem características de renda fixa, também tem de renda variável.

Isso faz dele um produto financeiro bem peculiar, com características únicas. Dessa forma acaba sendo uma estratégia usada pelos investidores que querem aumentar sua rentabilidade, mas correndo poucos riscos.

Via de regra, o certificado é emitido por um banco ou corretora e sua rentabilidade é baseada na variação de um determinado ativo. Entre eles podemos citar: Ações nacionais e estrangeiras, Commodities, Índices da B3 e Bolsas americanas, Moedas, Taxas de juros.

Uma das grandes vantagens do COE é que ele pode atender tanto o perfil do investidor mais conservador quanto aquele mais arrojado.

Isso porque o COE se divide basicamente em duas modalidades: com capital protegido ou com capital em risco.

Na modalidade de capital protegido, o investidor ganha se o ativo subir. Porém, não perde nada em caso de queda e ainda recebe o valor investido inicialmente.

Por outro lado, na modalidade de capital em risco, o investidor pode ganhar muito em cenários favoráveis. Mas por outro lado, pode perder boa parte de seu patrimônio em caso de um cenário desfavorável.

Dessa forma, para ficar mais claro imagine a seguinte situação estabelecida para um COE:

Se o Ibovespa cair ou se manter estável ao longo do vencimento do COE, o investidor terá seu investimento inicial garantido. Porém, caso o Ibovespa suba até 25%, o investidor terá uma rentabilidade proporcional a essa valorização. Já se o índice subir acima dos 25%, então a rentabilidade se manterá fixa em 25%.

Sendo assim, neste exemplo o investidor não corre o risco de perder o capital investido. Porém pode perder a oportunidade de investir em ativos mais interessantes, no caso de Ibovespa cair e o investidor receber somente o valor aplicado. Ao mesmo tempo, o investidor fica a mercê da inflação e sem a valorização que qualquer ativo de renda fixa poderia oferecer com segurança.

Características

  • Exige valor mínimo para investimento, que será definido pelo emissor do título (bancos ou corretoras).
  • O prazo de duração também é fixado pelo emissor. Geralmente, a oferta do COE se dá com prazos entre 2 a 5 anos.
  • É possível conhecer os cenários de ganhos e perdas desde o início da operação.

Vantagens de investir em COE

Podemos citar como vantagens para investir em COE:

  • É possível ganhar tanto na alta do mercado como na baixa. Ou até mesmo diante dos dois cenários. Além disso, existem também COEs em que se ganha ainda que o mercado permaneça estável;
  • É possível se expor a ativos mais sofisticados, como câmbio, ações e fundos internacionais de maneira simplificada;
  • Oferece uma rentabilidade acima da média, quando comparada ao ganho da renda fixa, mas com a segurança deste tipo de operação;
  • É possível controlar as perdas sendo, no máximo, o prejuízo do valor investido;
  • Não possui taxa de administração, custódia ou come-cotas;
  • Oferece opções de investimentos para os mais diferentes perfis de investidores;
  • Oferece uma diversificação de investimentos de um modo fácil;
  • Permite investir no mercado estrangeiro sem precisar enviar recursos ao exterior;

Desvantagens de investir em COE

Entre as desvantagens, cabe destacar:

  • Não possui a garantia do Fundo Garantidor de Crédito. Assim sendo, se o emissor quebrar, o investidor pode não receber de volta o dinheiro aplicado;
  • Como o COE tem prazo de vencimento estabelecido em contrato, o título oferece pouca liquidez a curto prazo;
  • Tributação regressiva do Imposto de Renda;