COE: opção para diversificar investimentos, com baixo risco e acesso a mercados internacionais

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores

Investir com a diversificação adequada e os menores riscos possíveis é o sonho de qualquer investidor. Embora ainda seja mal compreendido por muitos no mercado, o COE é uma opção de investimento que garante exatamente estas vantagens: diversificação com baixo risco.

Para quem não conhece, COE é a sigla para Certificado de Operações Estruturados. Embora o nome assuste, este é um produto financeiro como qualquer outro. A diferença é que é uma cesta de ativos, e não um ativo único. Dentro desta cesta, o COE contém elementos de renda fixa e de renda variável.

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É justamente neste misto de ativos que mora a grande atratividade do COE. Enquanto a renda fixa dá segurança ao investidor, a parcela de renda variável permite ganhos atrativos.

Além disso, o COE tem um trunfo que não se vê no mercado de renda variável, que é o capital protegido. A maioria dos COEs disponíveis no mercado brasileiro oferecem esta garantia, que significa lucro garantido ou o seu dinheiro de volta.

Para entender melhor, confira como o COE funciona e por que esta pode ser uma importante ferramenta de diversificação da sua carteira de investimentos.

 

Diversificação é fundamental

A grande vantagem do COE é que ele oferece uma boa diversificação para o investidor, com riscos baixos. Além disso, ele permite o acesso do cliente a mercados internacionais com custos reduzidos.

Em tempos de crise no Brasil isso é ainda mais estratégico, segundo o assessor de investimentos Elias Wiggers. Vale lembrar que o Brasil hoje vive um momento desfavorável devido ao aumento da dívida pública causado pela pandemia mundial.

Este desajuste nas finanças do governo tem afastado investidores internacionais do Brasil e incentivado os brasileiros a buscarem alternativas mais interessantes no mercado internacional.

Com o COE, você pode fazer isso com apenas R$ 5 mil, sem a necessidade de ser um investidor qualificado nem de enviar recursos para fora do país.

De onde vem esta modalidade

O COE é emitido pelos bancos, da mesma forma que ocorre com um CDB ou uma LCI, por exemplo. A principal diferença é que o COE não vai para o caixa dos bancos, mas é direcionado para aplicações em renda fixa e derivativos, como veremos mais adiante.

Embora o COE seja um produto relativamente novo no Brasil, este tipo de ativo é amplamente conhecido no exterior. Nos Estados Unidos e na Europa, os ativos como o COE são chamados de notas estruturadas.

Em todo o mundo, as notas estruturadas representam 10% de todo o funding bancário, ou seja, de todo o dinheiro que o banco toma no mercado para poder trabalhar.

Entenda a estrutura do investimento

Quando você compra um COE, o recurso é destinado para investimentos em renda fixa e derivativos. Cada COE é único, e cada um terá suas características e datas para começar e terminar.

Antes de continuar, vale explicar o que são derivativos. Derivativos (também chamados de opções e contratos futuros) são contratos com vencimento futuro que dão o direito de comprar um ativo por um determinado preço.

Por exemplo, imagine que você comprou uma opção de compra de uma ação a R$ 13 quando ela estava cotada a R$ 10. Agora imagine que o preço desta ação subiu para R$ 20. Isso significa que você teve um ganho de R$ 7 com a ação.

O risco do COE vem dos derivativos, mas também são eles que permitem ganhos acima da média.

Ao mesmo tempo, a segurança é garantida pela porção alocada em renda fixa.

Por não ir para o caixa do banco, o COE não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Este fundo protege os investidores pessoa física em caso de quebra do banco. No entanto, este não é motivo para o investidor do COE ficar preocupado.

O trunfo do capital protegido

O grande diferencial do COE é que a grande maioria deles tem o valor nominal protegido. Isso significa que você nunca perde o dinheiro que aplicou em um COE.

Caso a rentabilidade seja negativa, na data de vencimento o investidor recebe de volta exatamente o que investiu.

Por exemplo, se você colocou R$ 10 mil em um COE com capital protegido, na pior das hipóteses você vai receber seus R$ 10 mil de volta na data do vencimento.

Hoje, quase 100% dos COEs negociados no Brasil têm capital protegido. Os que não tem esta garantia são chamados de “valor nominal em risco”.

Vale destacar que a proteção vale somente para quem fica com o COE até o final do vencimento. Quem vender antes disso abre mão da proteção.

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Para quem é uma boa opção?

O COE é uma boa opção para qualquer investidor que procure diversificação em sua carteira e acesso a mercados internacionais.

Em geral, os perfis que mais têm afinidade com o COE são os investidores moderados e agressivos.

Antes de continuar, vale lembrar que existem três perfis de investidor: conservador, moderado e agressivo. O investidor conservador é aquele que evita investir em renda variável devido à dificuldade de prever os retornos.

A definição do perfil do investidor não depende apenas da tolerância ao risco, mas também dos objetivos de cada investidor. Quanto maior o prazo do investimento, mais risco é possível tomar.

Embora os conservadores evitem a renda variável, o COE é uma boa opção para os conservadores que desejam apimentar um pouco a sua carteira sem aumentar os riscos. Ou seja, sem comprar fundos, ações ou outros ativos que sobem e descem ao longo do tempo.

Quanto custa investir

O único custo envolvido em um COE é a taxa de montagem da estrutura da cesta de ativos. Este custo está sempre  embutido no preço unitário do COE. Em média, esta taxa é de 1,7% ao ano, no máximo.

Para identificar a taxa, verifique o Documento de Informações Essenciais (DIE) do COE desejado. Lá, além de todos os detalhes sobre o produto, você terá acesso à taxa cobrada do investidor.

A boa notícia é que não existe taxa de administração no COE. Isso coloca o produto na frente dos fundos de investimentos de renda variável e também das ações, que têm custos de corretagem para compra e venda.

Riscos de investir

O principal risco do COE é a ausência de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito. No entanto, vale destacar que os bancos emissores deste tipo de investimento são grandes instituições financeiras. Estes bancos são sólidos e bem administrados.

Outro risco é o que o COE tem baixa liquidez no mercado secundário. Isso significa que se você precisar resgatar a aplicação antes do vencimento, poderá receber um valor inferior ao investido.

Esta perda é variável, vai depender de como estiver o mercado no momento da venda. Por isso, é recomendável que você somente invista nesta modalidade quando puder ficar com ele até o vencimento.

Quer saber mais sobre COE e sobre como investir? Preencha o formulário abaixo e fala com um dos assessores da EQI.