COE + Crédito: oportunidade para alavancar os seus investimentos

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: EQI Investimentos

Que o COE (Certificado de Operações Estruturadas) pode ser também uma exposição em renda variável até mesmo em mercado exterior, isso já é sabido. A novidade é que o BTG Pactual está distribuindo uma estrutura de operação diferente: o COE + Crédito.

A seguir, o head de Câmbio e Crédito daEQI Investimentos, Alexandre Viotto, dá mais detalhes a respeito da operação. Mas primeiro, falaremos brevemente sobre como funciona o COE. Confira!

O que é COE

Basicamente, o COE é um investimento que agrega características de renda fixa e variável. Dessa forma, consegue oferecer uma boa rentabilidade e, ao mesmo tempo, um risco controlável.

Trata-se de um investimento relativamente recente no mercado brasileiro, pois sua regulamentação veio em 2015. No entanto, já é bastante popular e consta no portfólio de diversas instituições financeiras.

No mercado brasileiro, existem dois tipos de COE: o valor nominal protegido e o valor nominal em risco. No primeiro caso, como o nome sugere, o investidor tem a garantia de receber de volta, no mínimo, o valor investido inicialmente. A maioria dos COEs no Brasil funciona dessa forma.

Por sua vez, no valor nominal em risco, há chances de perda do capital investido.

Como funciona o COE + Crédito do BTG Pactual

Nessa estrutura, o cliente investe em um COE com prazo de cinco anos e, simultaneamente, contrata um crédito também com vencimento em cinco anos. Ao final de cada ano, são cobrados os juros do crédito. Nesse sentido, o principal será pago somente ao final de cinco anos, juntamente com os juros correspondentes ao quinto ano da operação.

Não existe crédito caro ou barato, mas sim um crédito para cada necessidade. Nesse sentido, existem empresas que são grandes investidoras mas, mesmo assim tomam crédito no mercado, dependendo das condições da negociação. Esse é o caso do COE + Crédito.

A princípio, a operação pode causar certa estranheza. Afinal, que sentido faria tomar um recurso para aplicá-lo?

A resposta depende da estratégia de cada investidor. Para Viotto, “não existe crédito caro ou barato, mas sim um crédito para cada necessidade. Nesse sentido, existem empresas que são grandes investidoras. Mesmo assim, eventualmente tomam crédito no mercado, dependendo das condições da negociação.

É justamente esse o caso do COE + Crédito. A taxa de juros dessa operação é somente 100% do CDI, e mais nada.

Condições de negociação do COE + Crédito

Originalmente, o COE + Crédito consiste em investir 100% e tomar como crédito 75% do valor investido. Porém, ainda em novembro desse ano, o banco iniciará uma campanha de crédito = 100% da aplicação.

Exemplo

Para exemplificar a operação, o gestor cita o COE Sector Rotator, emitido pelo J.P. Morgan, que é o COE mais negociado pelo BTG.

Segundo Alexandre, esse COE possui gestão ativa, e os ativos são escolhidos pelo critério de menor volatilidade. Dessa forma, é uma alternativa interessante para o cliente que gosta de ter uma previsibilidade maior de carteira.

No caso do COE + Crédito, a operação garante para o Sector Rotator um cupom de 26% no final da aplicação. Ou seja, se o cliente aplicar R$ 100 mil, terá R$ 26 mil de remuneração garantidos no vencimento, em cinco anos, acrescido do que o COE render no período.

Em outras palavras, além da performance do Sector Rotator, o investidor recebe também 26% de remuneração.

Esse COE foi criado em 2007, e o cliente pode ter todo o acesso à sua performance. Nesse sentido, Alexandre comenta que, nos últimos cinco anos, mesmo com a pandemia e todas as outras oscilações do mercado internacional, a rentabilidade acumulada do Sector Rotator foi de 48%.

Se você ficou interessado nessa estrutura de operação, assista o vídeo abaixo e confira todos os detalhes!