CNI: Emprego e produção na indústria crescem em outubro

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Governo do Espírito Santo/Divulgação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quinta-feira (19) que as atividades e as contratações na indústria tiveram nova alta em outubro. Conforme a Sondagem Industrial, a produção industrial aumentou pelo quinto mês consecutivo. 

O índice de evolução da produção atingiu 58,3 pontos no mês passado. Já o emprego cresceu pelo terceiro mês seguido. De acordo com a sondagem, o índice de evolução do número de empregados ficou em 54,9 pontos. Os índices variam de zero a cem e indicadores acima dos 50 pontos sinalizam aumento da produção e do emprego em relação ao mês anterior.

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A utilização da capacidade instalada (UCI) média teve alta pelo sexto mês consecutivo e ficou em 74% em outubro. O valor está dois pontos percentuais acima do registrado em setembro. Além disso, a Sondagem revela ainda que a UCI foi maior do que o usual para o mês de outubro. Ou seja, o índice de UCI efetivo em relação ao usual ficou acima da linha divisória de 50 pontos, ao atingir 51,1 pontos.

Mesmo com as seguidas altas na produção, os estoques continuam em queda e abaixo do desejado pela indústria. Enquanto o indicador de nível de estoques marcou 45,5 pontos, o de estoque efetivo ficou em 43,4 pontos. “Os estoques baixos sinalizam uma necessidade de continuar um nível de produção mais forte”, destaca o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

CNI aponta otimismo elevado

O otimismo dos empresários para os próximos seis meses continua elevado. Entretanto, todos os índices de expectativa caíram em novembro, pelo segundo mês consecutivo.

Conforme a CNI, a queda se deve possivelmente a acomodação após a rápida recuperação dos efeitos da pandemia. “Os índices permanecem em patamares elevados. Não só da linha divisória de 50 pontos como de suas respectivas médias históricas”, aponta o documento.

O índice de expectativa para a demanda caiu 1,8 ponto, para 59,8 pontos em novembro. Em relação às compras de matérias-primas, a queda foi de 2 pontos no indicador, que registrou 58 pontos neste mês. Já o índice de número de empregados recuou 0,9 ponto, para 53,5 pontos. Por fim, o de exportação também caiu 0,9 ponto, para 53,9 pontos.

A otimismo em alta reflete a intenção dos empresários investirem, cujo indicador cresceu pelo sétimo mês consecutivo. Além disso, já alcançou os níveis registrados antes da pandemia, com 59,3 pontos registrados em novembro. O índice aumentou 2,1 pontos frente a outubro e acumula alta de 22,6 pontos na comparação com abril.

 

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