Sondagem da CNI mostra que construção civil opera com 50% da capacidade

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

A indústria da construção brasileira está operando com metade de sua capacidade. A informação vem da Sondagem da Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A última pesquisa, que abrange o mês de abril, revelou que a capacidade operacional de 50% é a menor já registrada na série histórica, que teve início em 2012.

“A queda reflete os efeitos da crise provocada pelo coronavírus na atividade. Não há dúvidas de que a alta ociosidade da indústria deve permanecer enquanto durar o isolamento social”, afirma o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

Os índices de evolução do nível de atividade e do número de empregados permanecem bem abaixo dos 50 pontos, que indica crescimento da atividade.

A evolução do nível de atividade registrou 29,4 pontos. O índice de evolução do número de empregados, 24,1 pontos.

Com isto, o Índice de Confiança do Empresário Industrial da Construção (ICEI-Construção) registrou 37,6 pontos em maio. Ainda bem abaixo dos 50 pontos que indicam otimismo.

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Sondagem Industrial

Na quarta-feira (20), a CNI divulgou sua Sondagem Industrial, que também apontou a derrubada da atividade econômica pela pandemia. O índice de evolução da produção ficou em 26 pontos em abril. A leitura é bem distante dos 50 que separam estagnação e crescimento da atividade. Em março, era de 33,3 pontos.