CNI: 68% das indústrias têm dificuldades para obter insumos no país

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Reprodução/FGV

A indústria brasileira passa agora pelo segundo efeito da pandemia do Covid-19. O primeiro paralisou a produção. No segundo, faltam estoques, insumos e matérias-primas.

É o que mostra sondagem especial da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a pesquisa, 68% das empresas consultadas estão com dificuldades para obter insumos ou matérias-primas no mercado doméstico.

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Hoje é dia de insights para investir em 2021.

Além disso, 56% das empresas que utilizam insumos importados regularmente tês dificuldades em adquiri-los no mercado internacional.

Descompasso

A pesquisa mostra ainda que 82% perceberam alta nos preços, sendo que 31% falam em alta acentuada.

O levantamento contou com a participação de 1.855 empresas, entre 1º e 14 de outubro, em 27 setores das indústrias de transformação e extrativa.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, explica que as empresas optaram por reduzir os estoques para enfrentar a forte queda no faturamento e o difícil acesso ao capital de giro nos primeiros meses da crise.

“A economia reagiu em uma velocidade acima da esperada. Assim, tivemos um descompasso entre a oferta e a procura de insumos”, afirma.

“E tanto produtores quanto fornecedores estavam com os estoques baixos. No auge da crise, vimos a desmobilização das cadeias produtivas e baixos estoques”, acrescenta.

“Além disso, temos a forte desvalorização do real, que contribuiu para o aumento do preço dos insumos importados”, afirma.

Falta de estoques

A pesquisa da CNI mostra que 44% das empresas consultadas afirmam que estão com problemas para atender os clientes.

Essas empresas apontam entre as principais razões para a dificuldade de atendimento a falta de estoques.

O dado é informado por 47% das empresas.

Além disso, 41% das empresas atestam que a demanda é maior que a capacidade de produção. E 38% delas mencionam a incapacidade de aumentar a produção.

Produção e falta de insumos

Do total de empresas que não conseguem aumentar a produção, 76% alegam que não conseguem ampliá-la pela falta de insumos.

E o problema deve durar pelo menos mais três meses.

Mais da metade, 55% das empresas, acreditam que a capacidade de atender os clientes se normalizará apenas em 2021.

A percepção sobre o mercado de insumos é menos otimista. Entre os entrevistados, 73% acreditam que só deve melhorar apenas em 2021.

Em 10 dos 27 setores considerados, ao menos metade das empresas está com dificuldades para atender a demanda.

Os percentuais de empresas que encontram dificuldades para atender os clientes é maior nos setores Móveis (70%), Têxteis (65%) e Produtos de material plástico (62%).

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