CNA: Exportações do agro crescem 5,9% de janeiro a abril e chegam a US$ 31,4 bilhões

Paulo Amaral
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Crédito: Twitter

A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou nesta sexta-feira (22) os mais recentes números do agronegócio no Brasil.

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De acordo com o site do órgão, as receitas atingiram US$ 31,4 bilhões nos quatro primeiros meses de 2020, com alta de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

“O mês de abril ficou marcado por um grande aumento nas vendas de soja em grãos para a China, o que contribuiu para o crescimento do resultado do quadrimestre. Entretanto, trouxe um perfil ainda mais concentrado para as exportações brasileiras, visto que outros setores registraram quedas significativas”, comentou a CNA, em nota.

Os destaques

Conforme pontuado no comunicado postado no site, os principais destaques do período foram a soja em grãos (US$ 11,5 bilhões), a carne bovina in natura (US$ 2,1 bilhões) e a carne de frango in natura (US$ 2,0 bilhões).

Os três produtos movimentaram, juntos, 50% das vendas do agronegócio do Brasil entre janeiro e abril no mercado internacional, com aumentos de 28,2%, 26,5% e 1,4%, respectivamente.

Além do trio, merecem destaque outras commodities brasileiras que registraram alta no período: algodão e açúcar.

Os principais destinos

De acordo com a CNA, China, União Europeia e Estados Unidos foram os principais destinos dos produtos do agronegócio nos quatro primeiros meses do ano.

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A China importou US$ 11,8 bilhões (38%) em produtos, enquanto a União Europeia e os EUA gastaram, respectivamente, US$ 5,1 bilhões e US$ 1,9 bilhão.

O país asiático gastou US$ 1,1 bilhão em carne bovina brasileira, aumento de 138% em relação a 2019, além de US$ 457,4 milhões em carne de frango, US$ 150,9 milhões a mais do que no último ano.

A carne suína embarcada para a China também registrou alta: 221,5%. “Com a perda de grande parte de seu rebanho devido à PSA, os chineses tiveram que se voltar ao mercado internacional na tentativa de suprir parte da demanda doméstica, o que levou as exportações brasileiras ao país dispararem”, explicou a CNA.

Algodão e açúcar

 

A China também “abusou” na compra do algodão, com variação positiva de 79%. O Paquistão, por sua vez, aumentou expressivamente as importações do produto brasileiro (904%), seguido por Vietnã (156%) e Turquia (108%).

O açúcar também registrou alta nas vendas. Enquanto o produto refinado teve aumento de 12,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, o açúcar bruto registrou alta de 38,7%.

Bangladesh, Arábia Saudita e Indonésia compraram, em conjunto, mais US$ 514,8 milhões de açúcar bruto do Brasil.

No caso do açúcar refinado, a expressiva alta veio das compras da Venezuela e de países africanos (Gana e Senegal principalmente).

Lácteos

O relatório da CNA revelou que os produtos lácteos registraram alta de US$ 3,5 milhões nas vendas para o exterior, com destaque para leite em pó, leite modificado para alimentação infantil e creme de leite.

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Por outro lado, houve queda nas vendas de leite condensado e de queijos.

Frutas

 

A venda de frutas também registrou prejuízos nos primeiros quatro meses do ano.

Segundo a CNA, houve uma queda de US$ 40,4 milhões em relação ao primeiro quadrimestre de 2019.

As principais quedas em termos de produto se deram para as mangas (US$ 16,6 milhões), melões, sobretudo do Rio Grande do Norte (US$ 10 milhões), uvas, de Pernambuco e de Bahia (US$ 5,4 milhões) e melancias, também do Rio Grande do Norte (US$ 4,9 milhões), produtos tradicionalmente embarcados à União Europeia.

A contrapartida ficou por conta de produtos como os limões de São Paulo, Bahia e Pernambuco, além das maçãs do Rio Grande do Sul e os abacates de São Paulo.

Esses produtos registraram alta frente ao mesmo período do ano anterior.

Os limões, com alta de US$ 3,3 milhões em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado, conseguiram ingressar no mercado europeu no período, sendo a UE responsável por 89% das compras.

Destacam-se também Rússia, Emirados Árabes e Omã, com aumentos respectivos de 157,7% e 140,1% nas compras do produto brasileiro.

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