CNI: faturamento da indústria cai pela primeira vez em sete meses

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: BASF SE, CNI, Indústria

Pela primeira vez em sete meses, a indústria faturou menos, segundo a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada hoje (18) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O  faturamento real do setor caiu 1,2% em novembro na comparação com outubro, descontando a inflação.

Em relação a novembro de 2019, o indicador, que registra o valor vendido pela indústria, cresceu 6,8%. No acumulado de janeiro a novembro de 2020, no entanto, o faturamento passou a recuar, registrando queda de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Faturamento

Desde maio, o faturamento da indústria vinha crescendo, após registrar queda recorde em abril por causa do início da pandemia de covid-19.

Apesar do recuo em novembro, a CNI informou que o setor passa por uma desaceleração e que o resultado de apenas um mês é insuficiente para indicar se o ciclo de crescimento acabou.

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Crescimento do emprego

A própria pesquisa apontou que, apesar do recuo no faturamento, outros indicadores continuaram a crescer, como o nível de emprego, que subiu 0,4% em novembro em relação a outubro.

Esse foi o quarto mês seguido de crescimento do emprego no setor. O número de horas trabalhadas aumentou 0,8% na mesma comparação.

“Os indicadores mostram que a indústria continua crescendo, mas em um ritmo muito menor”, destacou, em nota, o gerente-executivo de Economia da CNI, Renato da Fonseca.

“Podemos dizer que isso era esperado. Houve uma recuperação muito rápida da pandemia e o nível de produção já está maior do que antes da crise. Praticamente voltamos ao início do ano passado, quando o crescimento não era muito elevado e ainda temos um nível de incerteza muito mais elevado.”

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Capacidade instalada

Outro indicador, a utilização da capacidade instalada (UCI) também recuou, de 80,1% em outubro para 79,9% em novembro.

Assim como no caso do faturamento, essa foi a primeira retração desde maio. Apesar da queda, a CNI informou que a UCI continua acima do registrado em novembro de 2019 (78,3%).

A CNI informou que o recuo da utilização da capacidade instalada não indica fim do crescimento, mas desaceleração.

“O recuo registrado em novembro não significa uma reversão do crescimento industrial, mas reforça a conclusão de redução do ritmo de crescimento”, escreveu a entidade em comunicado.

*Com Agência Brasil