CMN permite financeiras a captarem por meio de CDBs

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: ReproduçãoPixabay

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (30), que financeiras emitam Certificados de Depósitos Bancário (CDBs). Essa modalidade de captação era exclusiva de instituições bancárias, conforme informou a reportagem da Folha S.Paulo.

A decisão do CMN visa expandir a capacidade de captação de recursos dessas instituições.

De acordo com o Banco Central (BC), o objetivo é reduzir o impacto da crise do coronavírus na economia brasileira.

“As financeiras são importantes para a concorrência e para o acesso ao Sistema Financeiro Nacional por parte de famílias e empresas de pequeno e médio porte”, afirmou o BC.

“É importante neste momento, em que há necessidade maior de liquidez. As financeiras são parte importante do mercado”, destacou o chefe do Departamento de Regulação do BC, João André Pereira.

Outras medidas

O CMN também reduziu temporariamente o requerimento de capital para as empresas de menor porte e perfil de risco menos complexo.

Conforme informou a reportagem da Folha S.Paulo, a medida pode liberar até R$ 1,3 bilhão da exigibilidade de capital regulatório.

Esse instrumento obriga as instituições financeiras a manter uma parte do patrimônio para assegurar que tenha caixa suficiente durante uma eventual crise.

Ao baixar a régua, o BC injeta liquidez no mercado. Ou seja, amplia o potencial de concessão de crédito.

Da mesma forma que o BC flexibilizou instrumentos regulatórios para os maiores bancos, agora implementou medidas para ajudar as instituições menores.

A iniciativa visa mitigar os efeitos da crise do coronavírus e aumentar a geração de crédito.

Além disso, o CMN aumentou para US$ 300 mil o valor das transações executadas por corretoras de câmbio. Isso é uma tentativa de fomentar a competitividade e fazer com que elas consigam atender pequenos importadores e exportadores.

Hoje em dia, o Brasil conta com 80 dessas instituições.

O CMN ainda diminuiu para US$ 1 mil o limite para operações de câmbio realizadas por meio de correspondentes cambiais (agências de turismo, por exemplo) para trocas em espécie.

O crédito rural teve suas normas flexibilizadas para atender as medidas restritivas para conter a propagação do coronavírus.

As adaptações incluem dispensam registros de documentos em cartório, entrega de notas fiscais e vistoria presencial das propriedades rurais.

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