A Celesc (CLSC4) registrou um lucro líquido de R$ 144 milhões no primeiro trimestre de 2020, um aumento de 98,2% em comparação com o mesmo período de 2019.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 286,7 milhões, alta de 37,9%.
A margem Ebtida atingiu 14,3% no período, um avanço de 4 pontos percentuais.
A receita líquida foi de R$ 2,002 bilhões no primeiro trimestre de 2020, uma retração de 0,7%.
Os custos e despesas operacionais somaram R$ 286,7 milhões no período, um aumento de 37,9%.

Destaques operacionais
O consumo total de energia elétrica na área de concessão da Celesc atingiu 6.806 GWh no primeiro trimestre de 2020, mantendo-se praticamente estável em relação ao mesmo período de 2019.
As perdas totais sobre a carga fio no período totalizaram 8,46%, uma redução de 0,24 p.p. comparado ao primeiro trimestre de 2019.
Em março de 2020, a Celesc atingiu o número de 3.071.758 consumidores cativos, registrando crescimento de 2,5% em relação a março de 2019.

Investimentos
A Celesc investiu R$ 129,8 milhões no primeiro trimestre de 2020, um crescimento de 6,2%.
Os aportes foram distribuídos em R$ 4 milhões na geração de energia elétrica e R$ 125,8 milhões destinados a distribuição de energia.
Segundo a Celesc, o orçamento de investimento este ano foi definido em R$833,8 milhões, tendo a seguinte composição: R$ 753 milhões destinados a distribuição de energia elétrica, R$ 65,8 milhões destinados a geração de energia elétrica e R$ 15 milhões destinados a novos negócios.
Dívida
A dívida líquida da Celesc terminou março em R$ 1,272 milhões, alta de 16,2%.
A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida / Ebtida, ficou em 1,7 vez no final de março, um aumento de 0,2 p.p. em comparação com o mesmo período de 2019.
Ações
As ações preferenciais daCelesc (CLSC4) apresentaram desempenho negativo de -7,58% no trimestre e -8,87% no acumulado dos últimos 12 meses.
No mesmo período, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, apresentou retorno negativo de 36,86% (23,47% em 12 meses) e o Índice de Energia Elétrica (IEE), que mede o comportamento das principais ações do Setor Elétrico, apresentou evolução negativa no trimestre de 24,8% (valorização positiva 0,85% em 12 meses).
Segundo a companhia, a variação negativa no trimestre decorre, fundamentalmente, do reflexo dos impactos causados pela guerra de preços no mercado internacional de petróleo, eda aversão ao risco no mercado financeiro no Brasil e nas principais economias no mundo derivados da pandemia do novo coronavírus.







