FGV: Indicador de Clima Econômico da América Latina é o maior desde 2018

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/FGV

O Indicador de Clima Econômico da América Latina, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve sua quinta alta seguida no terceiro trimestre, alcançando 99,7 pontos, o melhor resultado desde o 1º trimestre de 2018 (101,5 pontos) e se aproximando da zona de neutralidade dos 100 pontos.

O indicador é calculado a partir da média geométrica entre o Indicador da Situação Atual e o Indicador de Expectativas. O Indicador de Situação Atual subiu 30,9 pontos, ao passar 28,2 para 59,1 pontos, mas continua em nível historicamente baixo. O de Expectativas recuou 5,4 pontos para 150,6 pontos, e permanece em patamar otimista.

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Indicadores de Clima Econômico, Situação Atual (ISA) e Expectativas (IE)

América Latina

Reprodução/FGV

 Indicador por países selecionados

indicador por países

Reprodução/FGV

No Brasil, o indicador é de 116,5 pontos, ante 82,2 da leitura anterior.

Segundo o relatório, os especialistas estão otimistas com as perspectivas econômicas da região no segundo semestre, mas seguem na linha de avaliações desfavoráveis em relação à situação atual, em consequência especialmente das novas cepas da Covid-19.

Previsões para o crescimento do PIB para 2021

A previsão é de crescimento do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para a maioria dos países da América Latina, com redução apenas para Paraguai e Argentina. No Uruguai, ela se mantém estável. No entanto, a previsão é para o ano de 2021 e o IE se refere ao que se espera nos próximos 6 meses.

PIB América Latina

Reprodução/FGV

América Latina: falta de insumos preocupa

O efeito da pandemia sobre a produção e distribuição dos insumos/matérias primas nas cadeias de produção também foi abordado pela sondagem da FGV.

O resultado da pesquisa mostra que cerca de 25% dos especialistas consideram que o problema de desabastecimento é grave. O Brasil é o país com maior percentual nesse quesito (46,2%), seguido da Colômbia, com 29,4%.

Ressalta-se que quanto maior, mais diversificado e internacionalizado o parque produtivo, maior a probabilidade de o desabastecimento estar presente. Nesse caso, o México deve se beneficiar da proximidade e das relações intrafirmas e intrassetoriais com os Estados Unidos.

Na região, o efeito do desabastecimento na economia foi considerado moderado ou leve por 57% dos especialistas. Essa opção de resposta alcança percentuais acima de 40% em todos os países, exceto Paraguai e Uruguai.

A Sondagem também perguntou aos especialistas em quanto tempo esperam que a situação se regularize. Em média, 22,9% dos especialistas esperam que a situação esteja regularizada no o 1º semestre de 2022 e 32,9% no 4º trimestre de 2021. Os países mais otimistas em termos de regularização no 3º trimestre de 2021 são o Chile e o Uruguai.

Nos países com as maiores taxas de crescimento do PIB (Peru, Colômbia, México e Brasil), ocorre a maior incidência relativa de respostas de regularização no 4º trimestre de 2021. O caso do Chile, já comentado, supõe a regularização para o trimestre presente.

Mais um ano de alta das commodities

A pesquisa também abordou o tempo que o ciclo de alta das commodities pode durar. Predomina a expectativa de mais um ano de preços altos (58,5%) e, em segundo lugar, com percentual de 23%, até o final de 2021.

Em relação ao Brasil, 76,9% dos especialistas entrevistados acham que dura mais um ano e percentuais acima de 50% também foram registrados na Colômbia e México.