Cinco empresas de saúde estreiam na B3 em abril, em busca de R$ 13 bilhões

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Reprodução/B3

Mais cinco empresas do setor de saúde devem estrear na Bolsa de Valores neste mês de abril, acirrando a competitividade do setor.

Estão na lista a empresa de medicina diagnóstica Dasa, as redes de hospitais Matter Dei e Hospital Care e as fornecedoras  Blau Farmacêutica (de medicamentos) e CM Hospitalar (Viveo).

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Segundo levantamento da revista Exame, juntas, essas empresas vão buscar no mercado mais de R$ 13 bilhões levando em consideração o preço médio da faixa indicativa de cada uma.

Sem contar a Dasa, que já é listada e fará um re-IPO, as outras empresas valem entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões.

Fusão gigante e maior IPO

Além dos IPOs (Ofertas Públicas Iniciais), uma fusão gigante mexeu com o mercado em março no setor de saúde brasileiro.

As empresas de planos de saúde e serviços prestados dentro de rede própria de hospitais e laboratórios Hapvida (HAPV3) e Grupo NotreDame Intermédica (GNDI3) valem, juntas, mais de R$ 105 bilhões.

As companhias terão cerca de 20% do mercado nacional de planos de saúde, estagnado em 45 milhões de vidas há cerca de uma década, mas com grande potencial.

Veio do setor de saúde também o maior IPO de 2020. A Rede D’or São Luiz (RDOR3) estreou na Bolsa em dezembro, sendo avaliada em R$ 120 bilhões. Mesmo o maior grupo independente de hospitais, a companhia controlada pela família Moll tem 3% do mercado.

Diversificação de empresas na B3

Segundo a Exame, a Bolsa tem tido cada vez mais uma diversificação de opções para o investidor.

De 2019 até o primeiro trimestre de 2021 49 companhias se listaram na B3. Assim, até o momento, há 363 sociedades sendo negociadas em pregão. Somadas elas equivalem a R$ 5,15 trilhões.

O perfil das estreantes tem se mostrado também mais diversificado. Tirando Rede D’Or e CSN Mineração, que respondem por R$ 170 milhões de valor de mercado, as últimas empresas que estrearam são todas de médio porte e muitas ligadas ao universo digital.

De todas elas, 37 têm capitalização inferior a R$ 5 bilhões. E só cinco têm mais de dois dígitos de avaliação.

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