Cientista político diz que disputa comercial entre China e Estados Unidos “é ponta do iceberg”

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/gizchina

José Paulo Kupfer, jornalista e colunista do site Poder 360, comparou o atual cenário envolvendo a disputa comercial entre China e Estados Unidos ao retratado por Graham Allison, cientista político norte-americano, no livro “Armadilha de Tucídides”, publicado em 2017.

Para Kupfer, a demora no acerto do acordo comercial entre as duas nações, que já se estende por quase dois anos, “é apenas a ponta do iceberg” de tudo o que ainda está por vir e que pode ter impactos negativos na economia global.

No livro de Graham Allison é retratada a vida de Tucídides, historiador grego que registrou a guerra do Peloponeso, entre Atenas e Esparta, de 431 a 404 a.C.

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Traçando um paralelo com o mundo atual a situação se compara à ascensão de uma nova potência global (a China), fazendo frente à potência dominante (os Estados Unidos), algo que tem causado preocupação ao redor do mundo.

A ponta do iceberg citada por Kupfer seria, no momento, a disputa travada pela tecnologia 5G e pelo domínio dos revolucionários usos prometidos pela inteligência artificial e a robótica.

A tecnologia 5G caminha a passos largos para se tornar o padrão de conectividade no desenvolvimento de infraestrutura civil e militar e, conforme publicado no site Poder 360, a Ericsson e a Nokia, que há três anos incorporou os laboratórios americanos Bell, na fusão com a Alcatel-Lucent, disputam com a chinesa Huawei a corrida pelo domínio dos mercados de tecnologia 5G.

Apesar de a Nokia contar com a preferência de Donald Trump, a Huawei é a mais avançada do mercado, oferecendo equipamentos menores, mais potentes, com mais tecnologias compatíveis e, portanto, com melhor custo-benefício para o consumidor final.

Trump tem procurado, de todas as formas, barrar o crescimento da Huawei, que tem bom mercado dentro do Brasil. Segundo José Paulo Kupfer, não será surpresa se, no futuro, for descoberto que a ideia de Trump voltar a sobretaxar a importação de aço e alumínio do Brasil esteja atrelada justamente à guerra tecnológica com a Huawei.