Cientista do Insper rotula Bolsonaro de “líder disfuncional”

Paulo Amaral
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Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Carlos Melo, cientista político do Insper, instituição de ensino superior que é referência nas áreas de negócios, economia e Direito, mostrou inconformismo com a atitude do presidente Jair Bolsonaro de “forçar” o pedido de demissão do agora ex-ministro Sergio Moro.

Segundo o representante do Insper, Bolsonaro é, hoje, “um líder disfuncional que age contra os interesses daqueles que o elegeram”..

Melo participou de uma live organizada pela XP Investimentos para tratar justamente dos impactos da saída do ex-juiz Sérgio Moro do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Na visão do cientista político, o presidente da República “perde muito do apoio das pessoas que nele votaram por serem elas ‘lavajatistas’ antes de serem ‘bolsonaristas'”.

Carlos Melo afirmou que Moro, ao sair do governo, leva com ele todo o capital político que emprestava ao presidente da República.

Isolamento

Abertamente contrário ao isolamento social, principal medida recomendada pelos órgãos de Saúde para combater o coronavírus, Bolsonaro está, ironicamente, caminhando para ficar “sozinho” em seu governo.

Melo lembrou que foi o próprio presidente da República quem causou os problemas mais recentes em seu governo e que isso poderá causar seu isolamento.

“Daqui a pouco ele vai gritar: ‘não me deixem só'”, disse Melo, em referência ao modo de agir do ex-presidente Fernando Collor de Mello, quando viu que estava isolado politicamente e prestes a enfrentar o processo de impeachment.

Durante a live da XP, os particiipantes lembraram que Bolsonaro até tentou se aproximar do ‘Centrão’, mas é preciso ter em mente que o Centrão hoje é muito diferente do que já foi.

“Do Centrão atual tem que se descontar o DEM e parte do PSDB. É preciso contabilizar se o Centrão que restará a Bolsonaro vai ter mais que os 171 votos necessários para barrar o processo de impeachment”, concluiu Melo.

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