Cielo (CIEL3): empresa quer ser habilitada como “terceira interessada” na fusão entre Linx (LINX3) e Stone

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
1

Crédito: Cielo

A polêmica compra da Linx (LINX3) pela Stone ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (26). Isso por que a Cielo (CIEL3) quer ser habilitada como “terceira interessada” na fusão entre as duas empresas.

Em documento enviado ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a Cielo encaminhou suas considerações sobre os efeitos no mercado de uma possível união entre as empresas.

Segundo matéria do Valor Econômico, um dos argumentos citados é o de que a Stone é uma empresa relevante em meios de pagamentos e a Linx lidera o segmento de software para gestão de operações de varejo. A Cielo cita que a empresa tem hoje 45,6% do mercado após a aquisição de 34 concorrentes. Assim, mais uma aquisição, daria à Stone grande poder de mercado, possibilitando uma condição abusiva desse poder de mercado.

Perdeu a Money Week?
Todos os painéis estão disponíveis gratuitamente!

Mas a Cielo cita que a real justificativa para a operação seria a alavancagem entre os segmentos de softwares de gestão e meios de pagamento. Assim, a operação causaria aumento de barreiras à entrada no segmento de software de gestão, o que possibilitaria acesso a informações sensíveis que darão à Stone uma vantagem competitiva indevida.

Nos motivos apresentados à CVM, a Cielo quer a impugnação da operação entre Stone e Linx. Ou, ainda, caso a transação seja aprovada, a Cielo quer que sejam adotadas medidas eficazes e capazes de eliminar as preocupações concorrenciais.