Cielo (CIEL3): vendas no varejo têm retração de 36,5% em abril

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Em virtude da pandemia de Covid-19, as vendas no varejo em abril registraram perdas de 36,5%, descontada a inflação, em relação ao mesmo período de 2019, conforme o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).

Fonte: Cielo

Sem descontar a inflação, a queda foi de 35,4% no faturamento do período. De acordo com a Cielo (CIEL3) é o pior resultado desde a criação do índice em 2014.

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O ICVA deflacionado com ajuste de calendário apresentou recuo de 37,1% e 36% em termos nominais. Isso porque abril de 2020 foi levemente beneficiado pelo efeito calendário.

Fonte: Cielo

“Diferente de março, quando as vendas sofreram um baque apenas nas duas últimas semanas, o mês de abril foi afetado pela covid-19 em seus 30 dias. Com exceção de Supermercados e Hipermercados e Veterinárias e Petshops, todos os setores apresentaram quedas nas vendas, com alguns inclusive chegando a quedas de 80%”, disse Gabriel Mariotto, diretor de Inteligência da Cielo.

Todas regiões apresentam perdas

No mês passado, todas as regiões registraram declínio, conforme o ICVA deflacionado com ajuste de calendário. A maior perda reportada foi na região Sudeste: -41,5%. Na sequência aparecem as regiões Nordeste (-37,3%), Sul (-28,7%), Centro-Oeste (-28,5%) e Norte (-24,0%).

Sem levar em conta os efeitos inflacionários, com ajustes de calendário, o destaque também foi a região Sudeste: -40,2%. Seguida de Nordeste (-36,2%), Sul (-27,9%), Centro-Oeste (-27,8%) e Norte (-21,3%).

Fonte: Cielo

Segmentos

Os setores de serviços, bens duráveis e bens não duráveis reportaram quedas de 68,9%, 57,5% e 10,6%, respectivamente, em comparação com igual período do ano passado, descontada e com ajuste de calendário.

De acordo com a Cielo, os setores mais afetados foram Turismo e Transporte e Alimentação. Já no setor de serviços foram Bares e Restaurantes, no de Bens Duráveis foi de Vestuário e não duráveis os postos de gasolina.

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