Cielo (CIEL3): vendas no varejo recuam 11,7% em março

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) registrou uma queda nas vendas do varejo de 11,7% em março, descontada a inflação, em relação ao mesmo período do ano passado.

O relatório da Cielo diz que os números de março são influenciados pelo efeito calendário, pois no ano passado o carnaval foi celebrado em março, o que diminuiu a base de comparação.

 

Fonte: Cielo

No trimestre as vendas no varejo, descontada a inflação, reduziram em 2,3%, sendo que o resultado ruim apurado em março é devido principalmente pela propagação da Covid-19.

O bloco de Bens não Duráveis apresentou uma pequena elevação, enquanto Serviços e Bens Duráveis registrarm queda.

Devido ao forte impacto em março, a região Sudeste já apresentou retração nas vendas para o trimestre (-2,6%). As demais regiões ainda registraram alta, lideradas pela região Norte, com 4,3%, seguida das regiões Nordeste (1,6%), Centro-Oeste (1,5%) e Sul (0,3%).

 

Fonte: Cielo

Segmentos

Os segmentos mais prejudicados pela pandemia de coronavírus foram o de turismo e vestuário. Em contrapartida, os supermercados e farmácias apresentaram aumento das vendas, principalmente nas primeiras semanas de março.

Descontada a inflação, os blocos de Serviços e de Bens Duráveis registraram declínio nas vendas, de 29,8% e 24%, respectivamente, na comparação com março de 2019. Apenas o grupo de setores de Bens Não Duráveis, onde estão Supermercados e Farmácias, apresentou crescimento (5,7%).

Segundo Gabriel Mariotto, diretor de inteligência da Cileo, a queda foi resultado tanto da diminuição da demanda, já que os consumidores saíram menos às ruas, quanto da oferta, uma vez que muitos lojistas fecharam as portas, seja por iniciativa própria ou por determinação das autoridades governamentais”.