Cielo (CIEL3) lucra R$ 166,8 milhões no 1TRI20, queda de 69,4%

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Cielo

A Cielo (CIEL3) reportou nesta terça-feira (28) seus resultados do primeiro trimestre de 2020.

O lucro líquido totalizou R$ 166,8 milhões no primeiro trimestre, redução de 69,4% em comparação com resultado do mesmo período de 2019. A margem líquida ficou em 5,9%, baixa de 13,7 pontos percentuais.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 573,8 milhões, uma queda de 30,7%. Já margem Ebtida atingiu 20,3%, uma diminuição de 9,6 p.p.

O resultado financeiro da Cielo foi positivo em R$ 55,8 milhões, uma retração de 76,8%.

No final de março, a base ativa totalizou aproximadamente 1,5 milhão de clientes, com um aumento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2019.

Operacional

O volume financeiro de transações foi de R$ 159,772 bilhões, um crescimento de 1,9% e reduziu 16% frente ao quarto trimestre de 2019.

Segundo a companhia, no primeiro trimestre foi possível observar os primeiros
efeitos da pandemia da coronavírus.

A Cielo registrou uma receita líquida R$ 2,831 bilhões, um aumento de 2%.

Em relação ao quarto trimestre de 2019, houve uma redução do volume transacionado, e consequentemente da receita, ocorreu devido à sazonalidade do negócio de adquirência da Cielo, da gestão de cartões da Cateno, assim como pelos primeiros efeitos da pandemia.

O lucro bruto somou R$ 773,3 milhões, uma redução de 29,6%. A margem bruta alcançou 27,3%, baixa de 12,3 p.p.

As despesas operacionais totalizaram R$ 516,6 milhões, uma elevação de 2,3%.

Os gastos totais consolidados (custos e despesas), somaram R$ 2,575 bilhões, uma alta de 17,9%.

Dívida

Em 31/03/2020, a companhia registrou um total de empréstimos e financiamentos de R$12.122,7 milhões, um aumento de R$3.341,8 milhões ou 38,1% quando comparado com o mesmo trimestre de 2019.

A alavancagem financeira (total de empréstimos e financiamentos líquidos de
disponibilidades/ Ebtida ajustado à aquisição de recebíveis) ficou em 1,62 vez ao final do trimestre contra 0,94 vez no primeiro trimestre de 2019.

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