Chrysler se prepara para crescer no mercado no brasileiro

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Wikipédia

Na última quarta-feira (12) o presidente da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para América Latina, Antonio Filosa, declarou que a companhia pretende expandir os investimentos no Brasil.

Acreditando no crescimento da economia brasileira, a FCA pretende lançar uma versão mais moderna de um de seus principais modelos, atrair novos fornecedores para seu complexo fabril no Nordeste e iniciar testes de mercado no segmento de veículos elétricos no país.

Para Filosa, a expectativa é que as vendas de veículos leves no mercado brasileiro subam 6% em 2020. 

“Estamos agora em momento de saber se é hora para investir ou não nos próximos cinco anos na região. Para o Brasil, o momento é de crescimento, e a Argentina deve voltar a crescer no futuro”, disse Filosa. As informações são da Reuters.

A FCA busca minimizar efeitos de crises nos mercados vizinhos da Argentina ( segundo maior mercado da região) e Chile ao mesmo tempo em que define os rumos da fusão com a europeia PSA Peugeot Citroën.

“O motor de crescimento da região será o Brasil”, declarou Filosa. Para a América Latina, foi estimado um crescimento de 1,5% nas vendas de veículos em 2020, para 4,2 milhões de unidades. Entretanto, no mercado consumidor da Argentina, a FCA estima uma retração entre 10% e 15%, motivada pela crise econômica que o país vive.

Na fábrica de Betim (MG), a maior da companhia na América Latina, a produção de motores e transmissões vai passar de 1,1 milhão para 1,3 milhão de unidades em 2020, disse o executivo. Em torno de 260 mil serão exportados para a Europa.

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Já na fábrica de Goiana,  a empresa pretende elevar o número de fornecedores locais de 17 para 50, até 2024. Com isso, deve haver uma queda nos custos da fábrica, que hoje trabalha com 30% de componentes de componentes nacionais.

Além disso, o aumento no número de fornecedores ajudará a empresa a elevar a produção da fábrica de Goiana. A meta é bater 250 mil veículos em 2020, ante 220 mil em 2019.