China vai fortalecer controle de preços de commodities em plano quinquenal

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Reprodução/Unsplash

A China vai fortalecer controles de preços sobre minério de ferro, cobre, milho e outras importantes commodities em seu 14° plano quinquenal, para entre 2021 e 2025. O objetivo é endereçar flutuações anormais nos preços, afirmou o órgão estatal de planejamento nesta terça-feira (25).

De acordo com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), o país também vai reforçar o monitoramento e as análises sobre preços de commodities como petróleo, gás e soja.

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“(Governos locais) devem estudar e avaliar em profundidade os impactos de importações, fazer sugestões prontamente…(sobre questões) como reservas, importação e exportação, medidas fiscais e tributárias e de ajuste financeiro”, afirmou.

Além disso, a NDRC também disse que as autoridades devem “ajustar razoavelmente os níveis de preço-alvo do algodão”. De tal forma, manter a política de preço mínimo de compra do país para arroz e trigo. O governo compra esses grãos dos agricultores a um preço mínimo quando o mercado cai abaixo desse nível.

O movimento ocorre no momento em que o governo chinês tem priorizado a garantia de segurança alimentar para sua população. No total, são 1,4 bilhão de pessoas. Conforme a NDRC, haverá uma oferta sólida de grãos e estabilizará os preços.

Já nos mercados de energia, a Reuters afirma que a China adotará um novo mecanismo de preços para hidrelétricas reversíveis e promoverá reformas de preços nos setores de transmissão e distribuição de eletricidade, a fim de melhorar a flexibilidade do sistema elétrico.

“Para indústrias eletrointensivas e alta emissão, (China) implementará preços de eletricidade diferenciados e escalonados para promover a redução de carbono”, disse o comunicado.

Oscilações e altas das commodities na China

De acordo com reportagem da Reuters, os preços das commodities na segunda maior economia do mundo tiveram grandes oscilações neste ano. O catalisador foi a recuperação da demanda pós-pandemia, pela grande liquidez global e por negociações especulativas.

As recentes medidas do governo chinês vêm após a alta dos preços dos metais ter contribuído para um aumento nos preços industriais. Assim, portanto, houve um crescimento mais lento na produção industrial em abril.

Reguladores estatais têm repetidamente instado empresas da indústria de metais a manterem a ordem do mercado. Houve promessas de fiscalizações mais rígidas nos mercados físicos e de derivativos e investigando comportamentos que aumentem os preços.

Além disso, os preços futuros de commodities como minério de ferro e milho, na bolsa de Dalian, e aço e cobre na bolsa de Xangai atingiram altas históricas neste ano.

O primeiro-ministro, Li Keqiang, afirmou na última segunda-feira que o governo se esforçará para evitar que o aumento dos preços das commodities seja repassado aos consumidores.

*Com Agência Reuters

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