China tem retomada de exportações, enquanto renegocia com EUA

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: China

Após um período nebuloso por conta dos efeitos da Covid-19, a China registrou a forte retomada das exportações em fevereiro.

No mês passado as exportações chinesas cresceram a um ritmo recorde em relação ao ano anterior, diz a Reuters, com base em dados da alfândega chinesa, divulgados neste domingo (07). Já as importações subiram com menos força.

Em dólares, as exportações da China dispararam 154,9% em fevereiro na comparação com o mesmo período de 2020. Já as importações ganharam 17,3%, maior crescimento desde outubro de 2018.

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Entre janeiro e fevereiro de 2021, as exportações chinesas saltaram 60,6% sobre 2020, quanto os lockdowns para conter a pandemia paralisaram a economia do país.

O aumento das exportações, diz a Reuters, foi por conta da recuperação na demanda externa. Isso inclui melhoras na manufatura da União Europeia e dos Estados Unidos, e suas importações de produtos chineses graças a medidas de estímulo fiscal.

China e EUA ainda discutem restrições

O ministro das relações exteriores da China, Wang Yi, afirmou neste domingo à CNBC que os EUA precisam remover “restrições irracionais” para que o relacionamento dos dois países avance sob a administração do presidente Joe Biden.

Os comentários de Wang surgem após o aumento das tensões entre os EUA e a China nos últimos anos sob o mandato do ex-presidente Donald Trump.

Até agora, o governo Biden manteve uma posição dura em relação à China – chamando o país de um “concorrente” mais assertivo – e levantou preocupações sobre a postura de Pequim em torno de Taiwan, Hong Kong, Xinjiang e Tibete.

Assim, o governo central da China considera essas questões parte de seus assuntos internos.

“Por falar nas relações entre China e EUA, acredito que, em primeiro lugar, ambos os lados precisam respeitar o princípio de não interferência nos assuntos internos um do outro”, disse Wang.

Wang também pediu aos EUA para “remover todas as suas restrições irracionais à cooperação bilateral o mais cedo possível” e “não criar novos obstáculos”.

Mas ele não especificou quais eram essas restrições. Em um discurso no mês passado, Wang pediu à nova administração dos EUA para remover tarifas e sanções, especialmente sobre as empresas de tecnologia da China.

Citando preocupações com a segurança nacional dos EUA, em 2020 Trump impôs restrições a dezenas de empresas chinesas, principalmente a gigante das telecomunicações Huawei.