China reduz importação de carne bovina por coronavírus

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Unsplash

Segundo maior mercado importador de carne bovina do mundo, a China reduziu drasticamente a demanda em abril por conta da pandemia de coronavírus.

A Agência Reuters informou nesta segunda-feira (13) que a redução acentuada já é sentida nos negócios nas redes chinesas de restaurantes de ensopado e churrascarias.

Um exemplo citado foi o restaurante Jinyuan Fucheng Beef Hotpot. De acordo com a Reuters, a casa tem capacidade para 800 pessoas e vivia cheia, mas, atualmente, não consegue preencher nem 20 mesas por dia.

“Agora, a procura está “muito fraca”, disse um comerciante de uma estatal que compra do Brasil, Argentina e Uruguai e que está encomendando cerca de 30% dos níveis do ano passado”.

Crescimento em 2019

O mercado de carne bovina cresceu muito no ano passado, bem antes de a pandemia de coronavírus ter início no país asiático e se espalhar pelo planeta.

As importações do produto chegaram a 1,7 milhão de toneladas, 60% a mais do que o número registrado em 2018.

Deste montante, segundo a Reuters, 70% foi consumido em restaurantes distribuídos pelo território chinês.

A China passou a apostar mais na importação de carne bovina após a epidemia de febre suína detectada em agosto de 2018 reduzir o rebanho suíno do país em cerca de 50%.

Vendas cresceram no fim de março

A queda brusca nas vendas chegou a causar algum espanto. Segundo a própria Reuters, na última semana de março a China havia voltado a apostar alto na importação de carne bovina do Brasil, mesmo com a pandemia de coronavírus a todo vapor.

“Os chineses voltaram a comprar com mais intensidade, voltaram a fazer pedidos (maiores). Os preços não são os mesmos do fim do ano passado, mas são bons preços e com esse (patamar de) câmbio ajuda muito”, disse uma fonte à agência.

Segundo a fonte da exportadora, a recente retomada de pedidos da China se devia aos sinais de arrefecimento do coronavírus no país asiático, e ao recuo nos níveis de estoques locais.

À época, a Scot Consultoria divulgou um boletim em que comentou a retomada de compras: “Com a China indicando a volta à rotina interrompida com a epidemia, a exportação de carne deverá continuar a ajudar no escoamento da produção”.

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