China eleva importações agrícolas dos EUA e reduz preocupações sobre acordo comercial

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Ade

Os chineses voltaram a abrir caminho para uma elevação de compras de produtos agrícolas dos americanos, neste sábado, retirando a proibição de produtos avícolas, por causa do aumento das preocupações com a fase 1 do acordo comercial, em meio a epidemia de coronavírus na China.

De acordo com a Administração Geral das Alfândegas da China (GAC), o país permitiu mais importações avícolas dos EUA, desde que atendam suas leis e regulamentos relevantes. As informações são do Global Times.

A medida vai de encontro a decisão tomada em novembro do ano passado de acabar com a proibição de quase 5 anos de carne de aves de capoeira dos norte-americanos. Atitude propícia a elevação de compra de produtos agrícolas dos EUA pelos chineses, conforme firmado na primeira fase do acordo.

Fase 1 do acordo comercial

No acordo firmado no mês passado, a China se comprometeu em elevar as importações de produtos agrícolas e outros dos EUA em US$ 200 bilhões nos próximos 2 anos. No entanto, o combate do coronavírus quase estagnou a China, e com isso, principalmente os EUA questionam a capacidade dos chineses de alcançar esse objetivo.

Segundo autoridades e especialistas chineses, a China pode cumprir o acordo quando o surto do vírus acabar.

“O que quer que tenhamos concordado, faremos acontecer”, disse Wang Yi, ministro do Exterior chinês, acrescentando que o mercado da China se recuperará após o fim da epidemia.

“A China manterá suas promessas no acordo comercial da primeira fase, enquanto os EUA também devem fazê-lo”, afirmou Wang.

Medidas

Pequim está implementando atitudes para auxiliar os agricultores na retomada da produção, bem como amplia gradualmente as importações para aumentar a oferta.

Os avicultores chineses sofreram bastante com o novo coronavírus, pois houve cortes no transporte, falta de forragem e queda na demanda de aves,  disse Jiao.

O aumento das importações pode diminuir a pressão sobre as cadeias de suprimento, no entanto a missão mais difícil é conter o vírus e retomar a produção de forma segura o mais rápido possível, afirmou Jiao, pois o consumo de carne chinesa depende do fornecimento interno de carne suína ou aves.

Em novembro de 2019, o país removeu algumas barreiras de importação de produtos avícolas dos EUA devido a um surto de gripe aviária, conforme relatos da mídia.

De acordo com dados do GAC, a China importou 2,1 milhões de toneladas de carne de suína no ano passado, alta de de 75% em relação ao ano de 2018.

Além disso, os chineses estão melhorando a segurança no fornecimento de carne. A China proibiu a importação de suínos e produtos similares da Grécia por causa do surto de ASF no país, segundo um comunicado do GAC no sábado.