China é exemplo de esperança para a indústria automotiva brasileira após pandemia

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo

Crédito: Freepik

A superação da indústria automotiva na China, após o pico de pandemia de coronavírus, virou um exemplo de esperança para o mercado brasileiro. No país asiático, as vendas chegaram a cair 79%, mas cresceram rapidamente, informou o colunista Eduardo Sodré, do jornal Folha de São Paulo.

Por isso, a expectativa é que a situação se repita no Brasil. Em fevereiro de 2019, foram comercializados 1,48 milhão de veículos leves no mercado chinês. Mas com o coronavírus, houve a redução de subsídios para carros elétricos e maior rigor no controle de emissões sendo aplicados ao mesmo tempo.

Mas em 2020, no auge da pandemia, as vendas foram de apenas 310 mil unidades. Ou seja, caiu em 79% segundo os dados da Associação das montadoras instaladas na China(Caam).

Mas a produção começou a ser retomada, com a volta dos licenciamentos. Assim, em março 1,43 milhão de carros foram vendidos na China. E para a abril, a estimativa é que mais de 2 milhões sejam comercializados.

Indústria brasileira

Todavia, a indústria automotiva brasileira uma fase difícil. Com a crise do coronavírus, as vendas caíram 81,1% na primeira quinzena de abril, comparado ao mesmo mês de 2019. Os dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) incluem modelos leves e pesados, segundo a Folha.

De acordo com o colunista, há semelhanças entre o mercado chinês e brasileiro. Como a frota circulante é composta majoritariamente por modelos de produção local. No setor automotivo, este é um fatos significativo no Produto Interno Bruto (PIB).

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Mas o Brasil ainda necessita mais do crédito e da confiança do consumidor, itens escassos em tempos de crise. Enquanto os bancos tendem a aumentar as exigências para aprovar um financiamento, o medo de perder renda leva ao adiamento da compra.

Por isso a probabilidade de um retorno gradual ao longo do segundo semestre é grande. O salto no mês seguinte ao término das quarentenas nos estados é possível. Mas devido às promoções para esvaziar os pátios.

De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), antes da pandemia havia carros suficientes para atender a 60 dias de vendas. Assim, é provável que sejam realizados feirões e outras ações para colocar esses veículos nas ruas enquanto as fábricas voltam a produzir.