Recuperação da China perde força no segundo trimestre

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A China registrou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre dentro das expectativas, enquanto as vendas no varejo e a produção industrial cresceram mais rápido do que o previsto em junho.

Os dados são positivos, mas indicam uma desaceleração da atividade, após uma forte retomada.

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  • O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre cresceu 1,3%, e 7,9% na base anual (ante leitura anterior de 18,3%).
  • A produção industrial subiu 8,3% em junho, na base anual, superando a estimativa de 7,8%, mas ficando abaixo dos 8,8% de maio.
  • As vendas no varejo subiram 12,1% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o consenso era 11%.
  • E a taxa de desemprego ficou em 5%.

Os dados foram divulgados na noite de quarta-feira (14), pelo National Bureau of Statistics (NBS).

“No geral, a economia da China parece estar no caminho da recuperação, com a meta de crescimento anual de 6% ao alcance”, afirmou Chaoping Zhu, estrategista de mercado global da JP Morgan Asset Management, segundo a CNBC.

“No entanto, os riscos estruturais e de baixa na demanda doméstica são preocupantes”, disse ele, apontando para o fraco crescimento do crédito de longo prazo e a incerteza sobre a regulação do mercado.

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