China ajuda Brasil a ter crescimento de 55% nas exportações

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A participação da China no superávit da balança comercial de julho – US$ 8,1 bilhões – foi decisiva, tanto nas exportações quanto nas importações.

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Segundo relatório da FGV-IBre, tanto no mês (US$ 4,5 bilhões) ou no acumulado do ano até julho (US$ 21,9 bilhões), os chineses foram os principais parceiros comerciais do Brasil no ano.

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Em relação às exportações, a participação da China foi de 34,1%, enquanto que União Europeia, em segundo lugar, registrou percentual de 13,4%.

Após crescer 51,4% entre junho de 2019 e 2020, o volume total exportado pelo País registrou uma variação de 55% na comparação interanual de julho.

Segundo a FGV, entre os dez principais produtos exportados pelo Brasil no mês de julho, a China é o principal mercado para sete deles.

Os principais continuam sendo a soja em grão, minério de ferro e petróleo — 79% das exportações brasileiras para esse mercado.

O ano também registrou crescimento nas exportações de outros produtos, como carne bovina (aumento de 160%) e suína (158%).

A indústria extrativa registrou aumento nas exportações de 37,7% entre os meses de julho de 2019 e 2020, o seu melhor resultado no ano.

O principal responsável foi o aumento no volume exportado de petróleo. O volume exportado da indústria de transformação cresceu 2,5% após meses seguidos de contração.

O volume exportado de bens não duráveis cresceu 26,1% na comparação mensal e 18,9%, no acumulado no ano

O boletim da ICOMEX explicou os mais recentes números divulgados nesta sexta.

“Não esperamos que as exportações mantenham igual ritmo de crescimento no segundo semestre e, portanto, uma melhora do saldo comercial em relação a 2019 vai depender da profundidade da recessão e da queda nas importações”.

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Importações

O recente boletim da ICOMEX mostrou que, nas importações, os dois índices recuaram e a queda do volume foi de 29,7%.

O efeito das plataformas de petróleo só afetou as importações totais e a diferença ficou abaixo de 2 pontos percentuais. A redução no volume importado aumentou de 4,3% para 7,5%.

As variações na comparação mensal dos volumes importados por categoria de uso da indústria de transformação caem todas. Em termos de valor, se selecionarmos os dez principais produtos, o mesmo ocorre, exceto para um único produto (inseticidas e similares para plantas).

Na comparação mensal e do acumulado no ano, a exclusão das plataformas deve ser considerada na análise do desempenho dos bens de capital.

Com as plataformas, o volume importado cai 38,6% (mensal) e aumenta 6,2% (acumulado no ano). Sem as plataformas, as variações são de quedas de 26,4% (mensal) e de 10,8% (acumulado do ano).

No caso do acumulado até julho, o regime contábil favoreceu a internalização das plataformas, antes registradas em domicílios fiscais fora do país.

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