Chile prepara reforma no sistema de aposentadorias que beneficiará 1 milhão de cidadãos

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução / Wikimedia Commons

Sebastián Piñera, presidente do Chile, anunciou nesta quinta-feira (16) que enviará um Projeto de Lei ao Congresso para alterar o atual sistema de aposentadorias do país.

De acordo com informações das agências internacionais, as mudanças na lei beneficiarão mais de 1 milhão de cidadãos do país, especialmente mulheres, classe média e idosos com dependência.

A reforma proposta por Piñera aumentará em 6% as contribuições a cargo dos empregadores e está baseada em três pilares: Solidário (financiado pelo Estado), Poupança Individual (bancado pelo empregador e pelo trabalhador) e Poupança Coletiva e Solidária (bancado pelos empregadores, mas com aporte inicial do Estado).

Impactos já começaram

De acordo com Piñera, uma mudança feita no Pilar Solidário (financiado pelo Estado) em dezembro já melhorou as condições de vida de 1,6 milhão de aposentados, que tiveram ganho de 50% em suas aposentadorias.

Caso a reforma proposta seja aprovada em sua totalidade, a previsão é que o número de beneficiados chegue a mais 1 milhão, totalizando cerca de 85% de todos os aposentados chilenos.

Piñera revelou que o aumento poderia chegar a R$ 300 por mês para 500 mil aposentados e R$ 375 por mês para 350 mil aposentadas.

“Antes, a terceira idade era uma espécie de antessala do fim da vida e muitos a esperavam com temor. Hoje é uma nova etapa em nossas vidas, que devemos olhar com esperança e que podemos seguir desenvolvendo nossas capacidades e, sobretudo, colher o que semeamos durante a vida”, discursou o presidente.

Para o Chefe do Estado, as novas regras darão ao povo chileno duas certezas: a de que nenhum aposentado ficará abaixo da linha da pobreza, que é de 168 mil pesos chilenos (cerca de R$ 900); e a de que quem contribuiu por mais de 30 anos, sempre receberá pelo menos 301 mil pesos, que é o valor do salário mínimo atual (cerca de R$ 1.600).