Chile colocará Forças Armadas nas ruas para conter protestos sociais

Paulo Amaral
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Crédito: AGENCIAUNO / MAURICIO MÉNDEZ

Os protestos sociais que há mais de um mês têm tomado as ruas do Chile e transformado o cenário do país terão de enfrentar o poder das Forças Armadas a partir de agora.

O presidente Sebastián Piñera afirmou, no último domingo (24), que dará às Forças Armadas autonomia para proteger a infraestrutura pública e conter a onda de violência no país.

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Piñera não se mostrou preocupado com as críticas recebidas dos órgãos ligados aos direitos humanos justamente pela forma como vem reprimindo os protestos e ressaltou o número de policiais feridos nos confrontos.

Segundo o presidente, foram 2.171 carabineiros (policiais) feridos até domingo e 154 quartéis policiais atacados durante as manifestações públicas.

De acordo com a agência Associated Pres, a Anistia Internacional publicou um relatório revelando graves denúncias contra os direitos humanos. O documento foi rotulado como “falso” por Alberto Espina, ministro da Defesa do Chile.

O presidente Piñera revelou ainda que a força-tarefa chilena receberá assessoria especial das polícias de Espanha, França e Inglaterra com o intuito de “melhorar a capacidade operacional de controle da ordem pública e de resguardar o cidadão”.

Foi prometido ainda que um reforço de 4.354 agentes chegará às ruas para o combate à violência e, principalmente, aos saques de estabelecimentos comerciais.

Os protestos no Chile tiveram início no dia 18 de outubro motivados por um aumento na tarifa do metrô e, desde então, ganharam força com manifestações contrárias à reforma previdenciária, mudanças nos sistemas de saúde e educação, entre outras.