Chefe da Secom tem suspeita de coronavírus, diz jornal; casos no Brasil podem chegar a 4 mil

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O chefe da Secretaria Especial de Comunicação (Secom) do governo federal, Fabio Wajngarten, está com suspeita de ter sido infectado com o novo coronavírus, conhecido como covid-19. A informação foi dada pela colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, nesta quarta-feira (11).

Wajngarten acompanhou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a recente visita a Miami, nos Estados Unidos.

Segundo a colunista, o secretário “realizou exames clínicos (nessa quarta-feira) no Hospital Israelita Albert Einstein e receberá os resultados nesta quinta-feira (12)”.

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Não é só o chefe da Secom

O Brasil já confirmou 52 casos de infecção pelo covid-19, até o final da tarde dessa quarta-feira. Ainda existem 907 casos monitorados pelo Ministério da Saúde, incluindo Wajngarten, o chefe da Secom.

Especialistas dizem, porém, que o quadro pode piorar muito. O Instituto Pensi, centro de pesquisa clínica em pediatria do Hospital Infantil Sabará, diz que o país poderá chegar a mais de 4 mil casos em duas semanas. E a cerca de 30 mil casos em três semanas.

É uma projeção baseada em comportamento de infecções a partir do 50º caso confirmado. Depois dessa marca, em outros países, a explosão do número de pacientes infectados projeta tal possibilidade.

Caso a estimativa do instituto esteja correta, por volta do começo de março, o Brasil deve atingir essa cifra de pacientes infectados e, na primeira semana de abril, aos 30 mil.

“O grande desafio é a velocidade com que o novo coronavírus-19 se espalha e gera pacientes graves”, diz a análise.

A estimativa pessimista vai ao encontro de outras ao redor do mundo.

A premier alemã Angela Merkel disse nesta quarta-feira que cerca de 60 milhões de pessoas, ou 70% da população do país, poderão ser infectadas com o novo coronavírus. A Alemanha tem 83 milhões de habitantes.

“Quando o vírus está se espalhando com a população sem imunidade e sem um tratamento existente, 60% a 70% da população será infectada”, afirmou Merkel.

Os cientistas de Harvard também fizeram previsão parecida. Sem uma vacina no horizonte, o vírus está se espalhando rápido o suficiente para infectar 70% da humanidade este ano.

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