CESP (CESP3): lucro líquido atinge R$ 138 mi no 2T20

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Jornal da Nova

A sazonalização da energia vendida, o início das operações de trading pela CESP Comercializadora, como também a atualização dos contratos indexados ao dólar.

Esses são alguns fatores destacados no balanço da CESP (CESP3), que teve crescimento de 32% de sua receita líquida no segundo trimestre deste ano.

O número chegou a R$ 485,5 milhões, enquanto que em igual período de 2019 o lucro atingiu R$ 368,3 milhões.

Performance positiva

O segundo trimestre apurou lucro líquido de R$ 137,7 milhões, frente ao recuo de R$ 4 milhões, no mesmo período em 2019.

Outro indicador da saúde corporativa, o EBITDA ajustado repetiu a margem de 59% do mesmo período no ano passado.

Margem EBITDA mantida

Pelo conceito de EBITDA Ajustado consolidado de R$287 milhões no segundo trimestre, houve aumento de R$ 68 milhões em relação ao mesmo período de 2019, com margem EBITDA Ajustada de 59%.

Já o EBITDA sem ajuste mostrou um crescimento expressivo de 106%, ou R$ 397,8 milhões, no segundo trimestre, bem acima dos R$ 192,6 milhões apurados em igual período do ano passado.

Fluxo de caixa positivo

Ao mesmo tempo, o balanço da companhia energética registrou geração de R$ 263 milhões de fluxo de caixa operacional, após serviço da dívida, com índice de conversão de caixa de 92% no segundo trimestre.

Custos recuam 30%

Pelo lado dos custos e despesas, houve recuo de 30% entre os períodos comparados, passando de R$ 268,2 milhões no segundo trimestre de 2020 para R$ 187,6 milhões, no 2T20.

Nessa mesma tendência, a dívida líquida teve redução de 13%, indo de R$ 1,4 bilhão (entre abril e junho de 2019) para 1,22 bilhão (no mesmo período deste anos).

Na avaliação da companhia, o segundo trimestre é marcado por “expressivos resultados em todas as nossas frentes de gestão, alinhados às conquistas do primeiro ano após a privatização da CESP”.

Digitalização de processos

Entre os avanços, a empresa destacou que foram dados “importantes passos” no caminho da digitalização de processos e análise de dados, que levem a companhia a um novo patamar de eficiência operacional.

Além de mencionar a importância de adoção de uma “estratégia de sustentabilidade”, a CESP ressaltou a obtenção do certificado para emissão de International Renewable Energy Certificates (I-RECs), o que atesta a origem renovável e garante a rastreabilidade de seu atributo ambiental.

Disponibilidade acima da média

No aspecto operacional, a empresa apresenta índice de disponibilidade médio das usinas de 94,5%, acima, portanto, dos níveis de referência estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Isso indica boa gestão e maior eficiência das usinas”, acrescentou.

Balanço equalizado

Ainda nesse campo, a CESP observa uma equalização do balanço energético de 2020, fruto de uma estratégia acertada na gestão do referido balanço, aliada à sazonalização da garantia física de forma planejada

Inadimplência estável

Apesar dos efeitos negativos da pandemia sobre a economia, o quadro de inadimplência permaneceu inalterado, abrindo margem para renegociações contratuais que não tiveram impactos adicionais nos resultados, “preservando o valor presente dos contratos originais”.

Redução de R$ 1 bi

No que toca ao contencioso passivo, a CESP informa que a estratégia de gestão das ações judiciais, o que permitiu reduzir (antes da correção monetária) em R$1 bilhão, no 2T20, as contingências passivas totais, em relação ao saldo de março deste ano.

Nesse caso, a opção da companhia foi combinar “decisões judiciais favoráveis à CESP e revisão criteriosa do saldo dos casos estratégicos, também decorrentes da evolução processual desses casos no judiciário, mediante uma abordagem mais assertiva e criteriosa na redução do risco”.

No que toca aos custos e despesas operacionais gerenciáveis, houve retração de 26% e 42% nos gastos com pessoal/administração e com materiais/serviços de terceiros/aluguéis, respectivamente.

A Cesp lembrou as dificuldades enfrentadas com a pandemia, em que “a companhia agiu com presteza, adotando medidas preventivas adequadas à preservação da saúde e à segurança de todos seus profissionais”.

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Estrutura robusta

Segundo a CESP, a “agilidade de reação ao novo ambiente e a robustez de nossa estrutura de capital foram essenciais para mitigarmos os impactos trazidos pelo COVID-19 no semestre”.

Crescimento de 32%

A CESP comenta que a produção de energia elétrica de suas usinas o 2T20 chegou a 966 MW médios, o que representa ligeiro crescimento de 2%, se comparado a igual período do ano anterior.

Apesar de moderado, prossegue a companhia, esse aumento de produção se deve a “fatores sistêmicos ligados à política de despacho praticada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) para o Sistema Interligado Nacional (SIN)”.

A companhia destacou os seguintes ativos, em sua apresentação.

Porto Primavera

Potência: 1.540 MW.

Garantia física: 887 MW médios.

Concessão até abril de 2049 (Contrato renovado em abril de 2019).

Município: Rosana (SP).

Área do reservatório: 2.040 km2.

Extensão da barragem: 10,2 km.

Unidades geradoras: 14.

Entrada em operação: 1999.

 

Paraibuna

Potência: 87 MW.

Garantia física: 48 MW médios.

Concessão até mar/21.

Município: Paraibuna (SP).

Área do reservatório: 177 km2.

Extensão da barragem: 0,5 km.

Unidades geradoras: 2.

Entrada em operação: 1978.

 

Jaguari

Potência: 28 MW.

Garantia física: 13 MW médios.

Concessão: até mai/20.

Município: São José dos Campos (SP).

Área do reservatório: 56 km2.

Extensão da barragem: 1,0 km.

Unidades geradoras: 2 Entrada em operação: 1972.

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