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Cerca de R$ 53 bilhões devem ser injetados na economia brasileira por causa das compras de Natal

Em pesquisa feita pelo SPC Brasil e pela CNDL, 72% dos brasileiros pretendem comprar presentes neste ano, mas ainda há 19% de indecisos.

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Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que, nesse ano, as compras de Natal devem movimentar aproximadamente R$ 53,5 bilhões.

O resultado demonstra uma estabilidade em relação ao Natal do ano passado, período em que o SPC estimou uma movimentação de R$ 51,2 bilhões na economia do país.

Segundo dados da pesquisa, cerca de 110 milhões de brasileiros devem comprar presentes nesse Natal. Isso equivale a 72% dos consumidores que foram entrevistados. Já entre os demais, 9% informaram que não pretendem comprar presentes e outros 19% estão indecisos. Esse percentual está acima do apresentado nos anos anteriores.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, aponta que o crescimento do número de indecisos sobre as compras de Natal está ligado, além da crise, ao cenário político do país que acabou deixando boa parte da população em compasso de espera.

Kawauti ainda aponta que, mesmo com um maior quantitativo de indecisos, o percentual de consumidores que planejam aumentar seus gastos nesse ano subiu para 27%, número que é oito pontos percentuais maior do que o levantado em 2017.

A pesquisa foi realizada em 27 capitais brasileiras e contou com a participação de consumidores maiores de 18 anos e de todas as classes sociais. As entrevistas ocorreram durante a primeira quinzena do mês de outubro.


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Intenção de compras

Os dados da pesquisa também apontam que 85% dos consumidores pretendem fazer pesquisas de preços para tentar economizar. Nesse sentido, 67% informaram que utilizarão a internet para essa consulta. As lojas de rua são a escolha de 49% dos consumidores para as pesquisas, já 47% afirmaram que procurarão os shoppings para esse fim.

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Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Desempenho das vendas

Flávio Borges, superintendente de finanças do SPC Brasil, entende que a estabilidade nas vendas de Natal desse ano é vista como um copo “meio cheio”. Para ele, uma boa parcela da população está sem dinheiro, com muitas dívidas e desempregada, ou seja, se o indicador não caiu, isso já é considerado um bom sinal.

Borges também destaca o fato de que a pesquisa foi realizada em um período de elevada incerteza eleitoral. Para ele, essa situação pode ter influenciado o resultado. Assim, como atualmente o cenário já foi definido, essa intenção de compras pode mudar, visto que as pessoas tendem a gastar mais em momentos em que há a crença em um futuro melhor.

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Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Black Friday

Borges também aponta a existência de indícios de que a Black Friday vem causando impactos no desempenho do varejo durante a época do Natal. Esses impactos não são sobre o volume de vendas, mas sim no preço dos produtos, principalmente eletrodomésticos.

A data promocional, inspirada na Black Friday norte-americana, acontece neste ano no próximo dia 23 de novembro.

Para Borges, até mesmo a sazonalidade nas consultas ao SPC Brasil sofreu uma alteração por conta dessa data, pois, anteriormente, o pico das consultas ocorria na véspera do Natal. Hoje, por conta dessa sazonalidade, o volume de consultas em novembro é quase tão grande quanto o de dezembro.

O superintendente também explica que a Black Friday não retira as vendas da época do Natal, contudo, a depender do produto, acaba obrigando o varejista a vender a preços menores em uma época em que isso não seria necessário, tudo para não perder vendas. Nesse sentido, há uma grande parcela de varejistas que não gostam dessa data, pois, sem ela, poderiam vender organicamente seus produtos ao longo de novembro sem a necessidade de baixar os preços.

Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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