Centauro (CNTO3), Unidas (LCAM3) e Taesa (TAEE11) entram na carteira de setembro do BB

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
1

Crédito: Reprodução / Facebook / Centauro

O BB Investimentos divulgou sua Carteira Fundamentalista para o mês de setembro nde 2020 e incluiu Centauro (CNTO3), Unidas (LCAM3) e Taesa (TAEE11) nos lugares de Cyrela (CYRE3), Ecorodovias (ECOR3) e Santander (SANB11).

Os outros sete papéis que continuam na carteira são Bradesco (BBDC4), Minerva (BEEF3), B2W (BTOW3), Marfrig (MRFG3), MRV (MRVE3), Vale (VALE3) e Via Varejo (VVAR3).

Agosto foi marcado pelo primeiro mês negativo do Ibovespa, com menos 3,44%, desde março.

BDRs| Confira os papéis disponíveis para Investimentos

A carteira fundamentalista do BB Investimentos ficou em menos 2,50%, o que é melhor do que o índice de referência.


Divulgação / BB Investimentos

Agosto no Brasil

Os analistas do BB Investimentos destacaram “um movimento de maior volatilidade (quando comparado aos meses anteriores)”.

Notícias, tanto domésticas como do mercado externo, aumentaram as incertezas por parte dos investidores.

“No front externo, as bolsas chegaram a renovar as máximas históricas diante de dados positivos de atividade (PMI) e do mercado
de trabalho norte americano, que vieram superiores às expectativas do mercado”, dizem no relatório.

“Apesar de a taxa de desemprego continuar em dois dígitos (10,2% em julho), o número de pedidos de seguro desemprego ficou pela primeira vez abaixo de 1 milhão desde o início da pandemia”, seguiram.

Além disso, fizeram parte da pauta os avanços nas vacinas contra o Covid-19 – a Rússia informou que já produziu o primeiro lote de uma vacina eficaz – e as discussões no âmbito de um novo pacote de estímulos nos EUA, com embates entre democratas e republicanos em relação ao nível de estímulos.

Já no Brasil, “a volatilidade decorreu principalmente dos debates na esfera fiscal (responsabilidade fiscal x recursos para
infraestrutura)”.

Os analistas destacam “uma possível flexibilização no teto de gastos”.

Além disso, houve “o andamento da reforma tributária e as divulgações dos balanços do 2T20”.

Daqui para frente

“Acreditamos que a volatilidade deva se fazer mais presente neste segundo semestre, mesmo passado o ponto mais crítico da crise do Covid-19”, analisam.

“O mercado vai acompanhar de perto a real retomada das economias, até então muito incerta em função do desconhecimento do grau de impacto da pandemia”, seguiram.

Performance da carteira

Os três ativos que saíram tiveram quedas bruscas no mês.

A Cyrela (CYRE3) perdeu 12,07%.

A Ecorodovias (ECOR3), outros 11,02%. E o Banco Santander (SANB11) desabou 5,29%.

A melhor performance veio mesmo da Marfrig (MRFG3), com mais 23,53%.

Além dela, só a Via Varejo (VVAR3) ficou no terreno positivo, com mais 5,02%.

Todos os outros papéis fecharam agosto no negativo.

Justificativas do BB

A Unidas (LCAM3) é “líder em gestão e terceirização de frotas (GTF) no Brasil com histórico sólido e acelerado de crescimento e presença nacional”.

“Em 2020, realizou a aquisição da ZettaFrotas, consolidando a entrada da Unidas no setor de Veículos Especiais”.

Com relação aos riscos, os analistas enxergam as “alterações de regra tributária sobre o setor de locação” e “regulamentação mais rígida das prefeituras sobre as empresas de aplicativos de compartilhamento de veículos”.

Preço-alvo: R$ 21,00. O preço de mercado, em 31 de agosto, era R$ 20,40.

Já a Taesa (TAEE11) “tem um bom histórico de distribuição de dividendos e crescimento através de aquisições, sem grandes alterações em seu nível de alavancagem”.

Nos últimos anos, “a companhia aproveitou as oportunidades de crescimento através do desenvolvimento de novos projetos licitados em leilões”.

Os seis demais projetos em desenvolvimento devem entrar em operação ao longo dos próximos 2 anos, agregando receita anual da ordem de R$ 570 milhões, lembra o BB.

Preço-alvo de R$ 33,15. Preço de mercado no encerramento de agosto, R$ 28,21.

Centauro (CNTO3)

Por fim, Centauro (CNTO3).

“Escolhemos a Centauro para compor a carteira de setembro tendo em vista tratar-se de uma companhia exposta ao segmento de moda que, nos últimos meses, foi mais pressionada dadas as incertezas da retomada, mas vem mostrando preferência pelos investidores após a divulgação dos resultados referentes ao 2T20”, explicaram os analistas.

Os riscos são variados.

Primeiramente, atrasos no plano de expansão e rentabilidade das novas lojas inferior ao esperado.

Além disso, podem vir novos fechamentos de shopping centers devido a novas ondas de Covid-19.

Preço-alvo de R$ 34,90. Preço de fechamento em agosto de R$ 30,38.