Cemig (CMIG4) pretende deslanchar venda de ativos; Petrobras (PETR4) vê sinais de retomada

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução / Facebook / Cemig

A Cemig (CMIG4) pretende vender mais ativos neste ano. A companhia já cumpriu uma meta importante no mês passado com a conclusão da venda da fatia na Light. O objetivo é impulsionar esse processo, num contexto de mercado visto como favorável, arrecadando recursos bilionários para investir nas atividades tradicionais da Cemig, principalmente em Minas Gerais, conforme reportagem do Valor.

“Está muito claro o que queremos: investir em distribuição, geração e transmissão de energia, com controle acionário [dos ativos], sem ser uma holding de participações. Esse modelo não funcionou, destruiu muitíssimo valor, vamos focar nos negócios que temos competência”, disse o presidente da estatal, Reynaldo Passanezi, em
entrevista ao Valor.

Iniciado a cerca de 4 anos, originalmente com o objetivo de reduzir o elevado endividamento da Cemig na época, o programa de desinvestimentos da empresa inclui participações em geradoras, transmissoras, usinas hidrelétricas, entre outros. Até então, os grandes marcos foram a venda do braço de telecom, em 2018, e mais recentemente a saída do quadro societário da Light.

Com relação aos próximos desinvestimentos, o Passanezi acredita que as condições de mercado são favoráveis para atrair ofertas competitivas, principalmente para as fatias na transmissora Taesa e na geradora Aliança Energia, joint venture com a Vale.

Petrobras (PETR4) vê sinais favoráveis do mercado em 2021

Após uma queda de 5,1% nas vendas de derivados no Brasil em 2020, a Petrobras (PETR4) vê sinais de recuperação da demanda no mercado doméstico no início de 2021. As informações são do Valor.

No último trimestre de 2020, a Petrobras já havia apurado melhora nos resultados de suas refinarias. As vendas da estatal subiram 2,1% no período, em relação a igual trimestre de 2019, com destaque para o diesel (8,2%) e óleo combustível (37,8%).

Na gasolina, o incremento foi 0,8% e no gás liquefeito de petróleo (GLP), de 1,8%. O único combustível que continuou no vermelho foi o querosene de aviação, que despencou 43,8%.

Com a recuperação do consumo, a Petrobras terminou o ano passado com um fator de utilização do parque de refino de 82% – ante o percentual de 76% registrado entre outubro e dezembro de 2019.

ABC (ABCB4) vai financiar projetos de redução de gases de efeito estufa

O Banco ABC (ABCB4) firmou com a Proparco, braço da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para o setor privado, uma linha de crédito no valor de US$ 72,3 milhões – quase R$ 390 milhões – a fim de apoiar projetos de empresas nas áreas de agricultura e de energia que tenham impacto na redução das emissões de gases do efeito estufa, segundo reportagem do Valor.

A operação será anunciada nesta quinta-feira (4). Os recursos serão oferecidos a clientes do banco por meio de uma linha de financiamento com prazo de oito anos.

Isso permitirá o ABC expandir a carteira voltada para projetos verdes e de geração de energia limpa, bem como de eficiência energética.